CE: Comitê de Apoio ao AND participa de ato da Greve Nacional da Educação em Fortaleza

CE: Comitê de Apoio ao AND participa de ato da Greve Nacional da Educação em Fortaleza

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Relato enviado pelo Comitê de Apoio ao AND de Fortaleza, Ceará

Inspirados em nossa atividade do 1º de maio, em que divulgamos o AND para trabalhadores e pessoas que passeavam pelo calçadão de uma das praias mais movimentadas de Fortaleza, fizemos uma exposição do Jornal AND no corredor próximo ao Auditório Central, onde existe uma grande movimentação de estudantes, professores e trabalhadores da universidade. Na ocasião, foi possível conversarmos com estudantes que ficaram interessados nas manchetes de capa, tanto das versões antigas quanto das mais recentes, além disso, recebemos contribuições daqueles que tinham a possibilidade de contribuir com alguma quantia naquele momento.

Assim como fizemos no 1º de Maio, conversamos com essas pessoas sobre o Jornal e sua linha editorial, mostrando como a imprensa popular tem um papel fundamental na divulgação e defesa das lutas do povo brasileiro e também dos povos irmãos de outros países. Falamos sobre a existência do site e do canal do YouTube para que pudessem acompanhar as notícias diariamente e também estarem atentos aos vídeos que mostram as mobilizações da classe trabalhadora e as denúncias dos crimes cometidos contra o povo.

No Ceará, e, principalmente em Fortaleza, temos como exemplo e grande guia para ação, o grande propagandista do socialismo, o comunista Manoel Coelho Raposo. Em novembro de 2019, completam-se 10 anos de seu falecimento e estamos planejando fazer uma atividade em homenagem a esse histórico militante comunista cearense e grande colaborador do Jornal A Nova Democracia.

Sobre o 15 de Maio, dia da Greve Nacional da Educação

Estivemos presentes no ato massivo que teve início às 08 horas da manhã na Praça da Bandeira, localizada no Centro de Fortaleza. A justa manifestação contou a participação de diversos setores da classe operária, camponeses, indígenas, servidores públicos de diversas áreas, estudantes universitários de variados cursos e estudantes secundaristas, além de crianças e mulheres grávidas, que continuaram no ato mesmo com a chuva que logo cessou para dar espaço ao calor típico de Fortaleza.

O ato teve início na Praça da Bandeira e saiu em caminhada por ruas e avenidas do Centro de Fortaleza até chegar ao cruzamento da Avenida da Universidade com Avenida 13 de Maio, local onde situa-se a Reitoria da Universidade Federal do Ceará – UFC e cursos de diversas áreas, sendo locais de intensa movimentação de estudantes, professores e trabalhadores de vários setores.

Logo no início do ato foi formado um bloco independente de partidos e organizações não-eleitoreiras, composto por militantes anarquistas da FOB/RECC/CAB, além de estudantes universitários e secundaristas, professores, técnicos-administrativos em educação, no qual o Comitê de Apoio ao AND de Fortaleza esteve presente, atuando firmemente. Nesse bloco independente foram entoadas diversas palavras de ordem, tais como:

“Ir ao combate sem temer, ousar lutar, ousar vencer!
Derrubar os muros da universidade, servir ao povo no campo e na cidade!
Se você paga, não deveria, educação não é mercadoria!
Para barrar a precarização, Greve Geral, Greve Geral na Educação!
É barricada, Greve Geral, ação direta que derruba o capital!
Lutar, criar, poder popular!”

O bloco independente também convocava os trabalhadores que assistiam à manifestação em seus ambientes de trabalho, que estavam em seus expedientes de trabalho naquele momento, em estabelecimentos comerciais de diversos segmentos da produção no Centro de Fortaleza, através da palavra de ordem: “Trabalhador, venha lutar, essa reforma tá querendo te matar!”.

Vale ressaltar ainda o da peso da participação das jovens estudantes e mulheres trabalhadoras que estavam compondo a maior parte desse bloco independente, mostrando que as mulheres constituem a linha de frente na luta pela defesa dos direitos do povo.


O e-mail do Comitê de Apoio ao AND em Fortaleza é: [email protected]

Ao longo das últimas duas décadas, o jornal A Nova Democracia tem se sustentado nos leitores operários, camponeses, estudantes e na intelectualidade progressista. Assim tem mantido inalterada sua linha editorial radicalmente antagônica à imprensa reacionária e vendida aos interesses das classes dominantes e do imperialismo.
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