Chacina no Pará mata 11 pessoas; policiais são presos

Chacina no Pará mata 11 pessoas; policiais são presos

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Cruzes com os nomes das vítimas foram colocadas no local do crime como forma de protesto. Foto: Carlos Brito / TV Liberal

Uma chacina executou 11 pessoas em um bar no bairro do Guamá, em Belém, capital do Pará. Segundo as investigações, os bandidos eram sete homens encapuzados e chegaram em uma moto e três carros. No momento, ocorria uma festa no local. Dentre as vítimas seis são mulheres e cinco são homens. O crime ocorreu por volta das 16h do domingo, dia 19 de maio. Quatro policiais foram presos.

Em um vídeo feito logo após os assassinatos aparecem os corpos caídos pelo estabelecimento e com marcas de tiros na região da cabeça. Um corpo ainda estava estirado sobre o balcão.

O Instituto Médico Legal (IML) identificou nove das 11 vítimas. São elas: Maria Ivanilza Pinheiro Monteiro, de 52 anos, a dona do bar, Leandro Breno Tavares da Silva, de 21 anos, Márcio Rogério Silveira Assunção, de 37 anos, Sérgio dos Santos Oliveira, de 31 anos, Tereza Raquel da Silva Franco, de 33 anos, Samira Tavares Cavalcante, de 35 anos, Flávia Teles Farias da Silva, de 32 anos, Paulo Henrique Passos Ferreira, de 24 anos, Meire Helen Sousa Fonseca, de 35 anos.

Entre os dias 25 e 26, foram presos os seguintes policiais, suspeitos de envolvimento no bárbaro crime: cabo Leonardo Fernandes de Lima, o cabo da reserva José Maria da Silva Noronha, o cabo Wellington Almeida Oliveira e o também cabo PEdro Josimar Nogueira da Silva. Todos foram encaminhados ao Centro de Recuperação Especial Anastácio das Neves (Crecan), em Santa Izabel do Pará.

A suspeita principal é que o grupo de extermínio formado pelos bandidos fardados tenha eliminado arbitrariamente os moradores daquele bairro para vingar a morte de dois policiais nos bairros Tenoné e Santa Maria, este último na cidade de Benevides.

O Guamá é o bairro mais populoso de Belém e faz parte da região metropolitana da cidade. O bairro recebeu a Força Nacional em março, a pedido do governador Helder Barbalho (MDB), com a justificativa de “combater a violência”, o que não produziu resultados.

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