Chile: Maoistas homenageiam Luis Emilio Recabarren

Chile: Maoistas homenageiam Luis Emilio Recabarren

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Foto: jornal El Pueblo (Chile)

Uma praça em Santiago, no Chile, amanheceu com os bancos pichados e bandeiras vermelhas hasteadas. Os revolucionários conclamaram Reconstituir o Partido de Recabarren! e Abaixo o revisionismo! Viva o maoísmo!, no advento do aniversário de Luis Emilio Recabarren, chefe proletário e fundador do Partido Comunista do Chile (sob o nome de Partido Operário Socialista). 

Recabarren nasceu no dia 6 de julho de 1876 e dedicou sua vida à “organização do proletariado e do povo, para alcançar a emancipação social, o fim da exploração, a verdadeira igualdade entre homens e mulheres, para que reine a justiça em todas as lutas do povo, nas quais colocou sua mente e coração”, como é descrito pelo jornal chileno El Pueblo.

O dirigente comunista representou a fração vermelha do Partido Operário Socialista (POS), quando no seu II Congresso, em 1918, se travou uma luta de duas linhas. O militante enfatizou que o caminho a ser seguido era o da luta armada, através da aliança operário-camponesa, aplicando e defendendo os aportes do leninismo, consagrado internacionalmente com o triunfo da Grande Revolução Socialista de Outubro de 1917.

No seu III Congresso, em 1920, o Partido, depois da luta de duas linhas impulsionada por Recabarren, demarcou: “A Revolução Russa e o regime dos Sovietes que substituiu o Estado capitalista na Rússia merece todas suas simpatias e, portanto, decidimos por aderir à Terceira Internacional de Moscou”. 

Conforme publicamos em AND, o Partido elaborou uma Declaração de Princípios onde destacava-se que a sua finalidade é a abolição do sistema capitalista; que o Partido deve ser cada vez mais revolucionário e que, para isso, deve depurar-se dos elementos vacilantes e oportunistas.

Sobre seu caráter revolucionário, o jornal El Pueblo exalta: “Orgulhoso de sua classe, por ser da classe dos produtores, dos que tudo criam (o proletariado), enfrentou o cárcere, a perseguição e a hostilização do velho Estado. As massas expressavam seu carinho e reconhecimento, o chamando de professor. Foi o primeiro marxista de nosso país, forjado na luta de classes internacional e nacional”.

Ao longo das últimas duas décadas, o jornal A Nova Democracia tem se sustentado nos leitores operários, camponeses, estudantes e na intelectualidade progressista. Assim tem mantido inalterada sua linha editorial radicalmente antagônica à imprensa reacionária e vendida aos interesses das classes dominantes e do imperialismo.
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