Nas ruas de Santiago e Puento Alto, no dia 29 de março, jovens revolucionários organizaram ações combativas para comemorar o Dia da Juventude Combatente, apesar do toque de recolher imposto pelo velho Estado chileno.
Com cartazes e velas, eles lembraram os jovens que morreram heroicamente na luta contra o regime militar fascista, como os irmãos Vergara, Mauricio Maigret e Aracely Romo.
Homenagem a Mauricio Maigret Becerra, jovem combatente que foi morto na ditadura militar fascista (fonte: El Pueblo)
Colocando a luta combativa acima do toque de recolher do velho Estado, os jovens inclusive denunciaram a “crise do coronavírus” como mais uma crise capitalista de superprodução, colando também cartazes com as palavras de ordem: Deixar os ricos pagarem pela crise!
Panfleto: “que os ricos paguem pela crise, nossas vidas valem mais que sua ganância”. (Fonte: El Pueblo)
Em Puento Alto, os manifestantes ergueram barricadas na Av. Diego Portales e na Av. México e as incendiaram.
Manifestantes combatentes erguem barricadas em Puento Alto (fonte: El Pueblo)
O jornal popular e democrático El Pueblo anexou, ainda junto das notícias, um poema feito pelos jovens à ocasião. Um deles dizia: Cada día nace un nuevo joven combatiente / Jóvenes valientes que le dan cara a este viejo estado. / Combaten firmemente / al calor de la llama ardiente, / se escucha el grito / por los que no están, / por los que persisten y piden libertad. / En la calle no se ven caras, / pero si capuchas que apedrean a los que matan. / Somos pueblo consiente / y hoy conmemoramos / a nuestra juventud valiente.