China: 12 estudantes perseguidos pelo governo revisionista e fascista

China: 12 estudantes perseguidos pelo governo revisionista e fascista

Print Friendly, PDF & Email

Estudantes em protesto em apoio aos operários da fábrica Shenzhen Jasic Technology, no distrito de Pigshan, 6 de agosto de 2018 

Pelo menos 12 estudantes e ativistas que participaram da campanha nacional em apoio às greves de trabalhadores na China desapareceram, segundo denúncias de parentes e amigos realizadas no dia 11 de novembro. O grupo de estudantes maoistas presta solidariedade aos operários e tem organizado protestos e mobilizado as massas estudantis e da juventude.

Foram relatadas, nas cidades de Pequim, Guangzhou, Shanghai, Shenzhen e Wuhan, perseguições a estes estudantes por homens não-identificados, que agrediram os jovens e os empurraram para dentro de veículos, de acordo com amigos dos maoistas.

Em Pequim, estudantes na Universidade de Pequim denunciaram que um homem não identificado entrou no campus a procura do estudante Zhang Shengye, um dos mais importantes líderes do movimento estudantil e da campanha em solidariedade aos operários em Pequim. Zhang estava também mobilizando e organizando estudantes para encontrar os ativistas que tinham desaparecido nas mãos de agentes do governo.

De acordo com o estudante Yu Tianfu, que estava em um café na hora em que as autoridades acharam Zhang Shengye, o líder estudantil foi espancado e arrastado para dentro de um carro, e não há informações de seu paradeiro até o momento.

Yu Tianfu também reportou que foi agredido pelos agentes, afirmando que as “autoridades” jogaram ele no chão e deram chutes em sua cabeça. “Eu gritei: ‘por que estão fazendo isso?’ e fui respondido com uma ameaça por parte de um dos agentes, que disse: ‘se você gritar de novo eu te bato mais ainda’.”, denunciou Yu Tianfu.

Repressão e perseguição fascistas

As perseguições em massa de estudantes maoistas pelo governo fascista chinês começaram depois desses ativistas entrarem ativamente na campanha em solidariedade aos operários.  

O estopim dessa campanha foi o episódio que ocorreu na fábrica da Shenzhen Jasic Technology, na qual dezenas de trabalhadores protestaram contra demissões arbitrarias por parte da empresa e exigindo direito à organização sindical, e foram brutalmente reprimidos e presos no dia 27 de julho, na província de Guangdong, no sul da China. 

As demissões ocorreram no dia 20 de julho e, segundo o portal de notícias rfa.org, se deram contra mais de 20 operários, sob acusações de “promoverem distúrbios e agitação política” e por serem “apoiados por ativistas maoístas”.

Esta é a mais recente agitação popular contra o governo anticomunista e fascista chinês, numa espiral crescente de insatisfação com o regime de exploração estabelecido em 1976, após a morte do Presidente Mao Tsetung, por meio do golpe revisionista dirigido por Teng Siao-ping que pôs fim ao socialismo e à ditadura do proletariado – substituindo-os por um regime fascista com economia capitalista social-imperialista.

Ao longo das últimas duas décadas, o jornal A Nova Democracia tem se sustentado nos leitores operários, camponeses, estudantes e na intelectualidade progressista. Assim tem mantido inalterada sua linha editorial radicalmente antagônica à imprensa reacionária e vendida aos interesses das classes dominantes e do imperialismo.
Agora, mais do que nunca, AND precisa do seu apoio. Assine o nosso Catarse, de acordo com sua possibilidade, e receba em troca recompensas e vantagens exclusivas.

Quero apoiar mensalmente!

Temas relacionados:

Matérias recentes: