Clodiodi Vive: 2 anos de resitência da Retomada Kunumi Poty Verá!

Clodiodi Vive: 2 anos de resitência da Retomada Kunumi Poty Verá!

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Segue a reprodução da nota emitida pelo Comitê de Solidariedade aos Povos Indígenas em memória a Clodiodi de Souza, grande representante da luta pela autodemarcação das terras indígenas. 


CLODIODI VIVE: 2 ANOS DE RESISTÊNCIA DA RETOMADA KUNUMI POTY VERÁ!

O dia 14 de junho marca dois anos do Massacre de Caarapó, onde fazendeiros e pistoleiros, juntamente com as forças armadas do Estado, atacaram covardemente a retomada Guarani e Kaiowá de Toro Paso, onde incidia a fazenda Yvu. Neste ataque, dezenas de indígenas foram feridos e o agente de saúde indígena Clodiodi Aquileu Rodrigues de Souza foi assassinado. O local do massacre, hoje é o tekoha Kunumi Poty Verá, nome guarani de Clodiodi. Logo após o ocorrido, os Guarani e Kaiowá avançaram para recuperação de suas terras, respondendo à todas investidas dos latifundiários com muita combatividade.

No fim de outubro de 2017, as retomadas Guapo’y e Jeroky Guasu receberam ordem de despejo. Os dois locais fazem parte do mesmo Tekoha Guasu (Grande Território) que Kunumi Poty Verá. Desde a abertura do processo, os Guarani e Kaiowá se mobilizaram para permanecer em seu território, anunciando que resistiriam até a morte, conforme diz a carta que elaboraram na ocasião:

“A nossa resistência é a nossa sobrevivência, morrer por alguma coisa, estamos dispostos a morrer pela nossa terra, pela nossa existência, pelo nosso futuro, por isso lutaremos, o nosso objetivo é reconstruir o nosso jeito de ser e de viver em nossas terras tradicionais. Nossas crianças ainda enfrentaram muitas décadas pela frente e por elas não abriremos mão, não recuaremos, aqui morreremos, assim como o nosso irmão Clodiodi (Assassinado em 14 de junho de 2016 no Massacre de Caarapó) aqui ficaremos”.

A ordem de despejo se cumpriria no início de Abril. O Estado mobilizou suas forças afim de cumprir sua tarefa histórica de serviçal dos ruralistas. Porém enfrentaram uma ampla resistência dos Guarani e Kaiowá que, junto a diversos apoiadores, conseguiram derrubar temporariamente a liminar. Mais que nunca, Clodiodi está presente na luta, transformando o sangue derramado em fúria para retomar a terra e destruir o latifúndio.

Assim como em 2017, convocamos todos os apoiadores da causa indígena a resgatar a memória de Clodiodi de Souza, construindo atos, agitações e propaganda, convertendo o dia de sua morte em dia em defesa da luta pela autodemarcação das terras indígenas.

GUERREIRO CLODIODI: PRESENTE NA LUTA!
AVANÇAR AS RETOMADAS, DESTRUIR O LATIFÚNDIO!
Comitê de Solidariedade aos Povos Indígenas

 

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