Colômbia: Milhares de estudantes se rebelam em defesa da educação

Colômbia: Milhares de estudantes se rebelam em defesa da educação

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Estudantes lotaram as ruas de Bogotá. Foto/Getty images

Milhares de estudantes de universidades públicas e privadas da Colômbia foram às ruas no dia 10 de outubro nas principais cidades do país para protestar contra a corrupção na educação e exigir que o governo de  Iván Duque Márquez cumpra os acordos prometidos. Em Bogotá e Popayán, em específico, os manifestantes enfrentaram vigorosamente as forças da repressão.

Na capital Bogotá, após uma marcha por vias movimentadas da cidade, os manifestantes, que se concentraram na Plaza de Bolívar no final da tarde, entraram em confronto com a polícia após ela lançar bombas de gás para encerrar o protesto, em frente ao Palácio da Justiça. Os estudantes atiraram pedras contra os policiais na rua, enquanto alguns manifestantes subiram para o Palácio e trocaram chutes e socos com os policiais.

Em Popayán, estudantes combativos, ao serem confrontados com a presença ostensiva da tropa de choque, não se intimidaram e prosseguiram seu protesto. Diante da repressão iniciada pela tropa, os estudantes lançaram coquetéis molotov e feriram dois policiais.

Em Barranquilla, desde muito cedo, os estudantes da Universidade do Atlântico começaram a marcha na praça principal do centro educacional. Durante a mobilização, a sede de um candidato a governador foi atacada com pedra. A polícia interviu, tentando reprimir a rebelião dos estudantes. Já em Medellín, estudantes de seis universidades marcharam pela avenida del Ferrocarril até o parque de Las Luces, no centro da cidade. 

Assista o vídeo: https://twitter.com/redfishstream/status/1182603818535739395 

Em Cali, cerca de 300 estudantes se reuniram na estação Universidades del Mío para exigir o cumprimento dos acordos feitos com o governo em 2018, bem como o desmantelamento dos Esquadrões Móveis Antidistúrbios (Esmad), tropa de choque da Polícia Nacional.

Segundo os estudantes, o governo não cumpriu uma série de acordos firmados no ano passado, como ampliar para 4,5 trilhões de pesos colombianos (1,3 bilhão de dólares) os investimentos nas instituições de ensino superior do país e combater a corrupção na educação, especialmente em universidades de Bogotá. Os manifestantes afirmaram que os poucos recursos do ensino superior acabam nos bolsos de políticos, corruptos e clientelistas.

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