Controladores aéreos deflagram paralisação nacional em aeroportos

Controladores de tráfego aéreo de todo o país aprovaram, em assembleia, uma grande paralisação naciona.

Controladores aéreos deflagram paralisação nacional em aeroportos

Controladores de tráfego aéreo de todo o país aprovaram, em assembleia, uma grande paralisação naciona.
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No dia 3 de outubro, controladores de tráfego aéreo da empresa estatal NAV Brasil aprovaram, em assembleia, uma paralisação nacional pela recomposição salarial acima da inflação, melhorias nos serviços de saúde, valorização de carreira e abertura de novos concursos para as áreas operacionais e administrativas A paralisação deve se iniciar no dia 9 de outubro e promete mobilizar trabalhadores de ao menos 23 aeroportos, dentre eles alguns centrais, como Guarulhos e Viracopos, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro. .

De acordo com os grevistas, a empresa teve um lucro de R$ 324 milhões em 2022, enquanto o reajuste salarial dos controladores de tráfego não acompanhou a inflação. Dessa forma, eles exigem um aumento salarial de 8,5%, correspondente com o acúmulo da inflação desde o último acordo arrancado pela categoria. 

A greve deverá ocorrer com uma paralisação diária de 1 hora em dois turnos, paralisando os vôos dos horários de 7h às 8h da manhã e, a partir do dia 16 de outubro, caso não sejam atendidas as reivindicações, de 18 às 19h. Não serão paralisados os voos de emergência, como transporte de enfermos, transportes de órgãos vitais, emergências médicas, dentre outros. 

A greve deverá ocorrer em cerca de 26 aeroportos de diferentes cidades brasileiras, de Norte a Sul do país, paralisando inclusive importantes capitais e regiões metropolitanas.

No Aeroporto de Guarulhos, terceirizados se rebelam e paralisam voos

No mesmo dia 3 de outubro, funcionários terceirizados do Aeroporto de Guarulhos se levantaram em protesto contra a proibição de utilizarem aparelhos celulares nas áreas de cargas e descargas dos terminais. Os trabalhadores denunciam que foram forçados a assinar um documento que impunha tal restrição.

Tal restrição ocorreu no contexto onde Os terceirizados denunciaram a situação em que não podiam se comunicar com seus familiares durante todo o período de trabalho, não podendo realizar e receber chamadas de emergência. 

O protesto dos terceirizados ocasionou também na paralisação de voos no dia em que ocorreu, interrompendo voos para Brasília (DF), Confins (MG), Vitória (ES), e para os dois aeroportos do município do Rio de Janeiro (RJ).

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