Criança mimada, Israel faz birra e desobedece a leis internacionais

Uma Palestina livre da colonização, com seu povo forte e invencível vitorioso, mandará todo o Estado sionista de Israel para o lugar ao qual pertence: o museu de antiguidades, ao lado do Apartheid Sul-Africano e da Alemanha Nazista.

Criança mimada, Israel faz birra e desobedece a leis internacionais

Uma Palestina livre da colonização, com seu povo forte e invencível vitorioso, mandará todo o Estado sionista de Israel para o lugar ao qual pertence: o museu de antiguidades, ao lado do Apartheid Sul-Africano e da Alemanha Nazista.
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Exatamente uma semana atrás, no dia 25 de março, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a primeira resolução pedindo um cessar fogo imediato em Gaza. Não por falta de tentativa dos USA de sabotarem tal resolução, cujo texto pedia um cessar fogo “permanente”, e a pedido de Washington foi alterado para “duradouro”. Duradouro, na mentalidade dos diplomatas ianques, significa até o fim do Ramadã. Isto é, daqui a uma semana. Este “cessar fogo do Ramadã”, aprovado já na metade final deste sagrado mês, foi proposto pela Argélia, com total concordância dos outros países árabes, e contou com quase unanimidade de votos favoráveis no Conselho de Segurança. Somente os USA, que já vetaram quatro outras resoluções que pediam cessar fogo, se abstiveram – mas com requintes de mais um veto.

Como se não bastasse que o cessar fogo tenha sido aprovado já com uma mentalidade temporária, como uma pausa para um cafezinho em um genocídio em curso, o Estado facínora que perpetra este genocídio tomou para si a decisão de simplesmente não acatar a resolução. O Estado Sionista de Israel não apenas não cessou as hostilidades, como intensificou suas ações criminosas, com bombardeios pesados à cidade de Rafah1 – onde se abrigam mais de 2 milhões de civis palestinos, a maioria já refugiados do norte de Gaza. Este Estado Vilão se dá a esse direito graças à bênção diplomática de seu patrão, padrinho e patrono ianque, que julga que a resolução aprovada “não é vinculativa” (non-binding). Isto é, que os membros das Nações Unidas não teriam a obrigação de acatar, contrariamente ao que a Corte Internacional de Justiça julga. Com esse palavreado juridiquês sofístico, os USA se prestam novamente ao seu papel de proteger o direito de Israel cometer um genocídio.

Mas não somente os USA continuam a providenciar proteção jurídica na Corte Internacional de Justiça e diplomática no Conselho de Segurança da ONU, como também militar. Em seu apoio incondicional ao Estado Sionista de Israel, o governo “Democrata” ianque aprovou na surdina o envio de mais de 2 bilhões de dólares em aviões e bombas para seu aliado genocida. Isto serve para que todos os verdadeiros democratas do globo não esqueçam que as bombas lançadas sobre as mais de 13 mil crianças já assassinadas em Gaza, ainda que lançadas com sádicas inscrições em hebraico, não deixam de ter um forte sotaque do Texas e um certo brilho de Madison Square. A sede de sangue sionista é saciada com bandejas e taças norte americanas. Da Coreia ao Vietnã, do Iraque ao Afeganistão, das ditaduras latino-americanas à Palestina: a assinatura ianque é inconfundível.

Inconfundíveis também tem sido as vozes dos povos árabes. No Marrocos, Iraque, Egito, Jordânia e outros países árabes, civis tem ido às ruas protestar pelo povo palestino. Os silêncios e inações de seus governos vendidos, que abandonam o povo palestino à sua própria sorte, não tem passado despercebidos. Na Jordânia, país da região do Levante que tem as melhores relações com Israel e onde há o maior número de refugiados palestinos no mundo, a polícia de choque jordaniana agrediu manifestantes que se reuniam diante da embaixada israelense em Amã, capital do país. A cidade tem visto manifestações cada vez maiores nos últimos cinco dias, e a repressão do Estado jordaniano aumenta em recíproca. A insatisfação de um povo que sofre com uma economia estagnada e 23% de desemprego é aumentada pela falta de ações concretas diante do genocídio de seus irmãos, primos e vizinhos palestinos.

O povo marroquino também vem tomando as ruas das cidades do país, exigindo que seu governo corte as relações com o Estado sionista de Israel. Não é algo novo, uma vez que o Marrocos é um dos signatários dos Acordos de Abraão, uma traição de alguns governos árabes (Emirados Árabes, Bahrein, Sudão e Marrocos) em busca da “normalização” de relações com Israel em troca de favores do imperialismo ianque. No caso do Marrocos, Israel reconheceu a soberania marroquina sobre o Saara Ocidental. O povo marroquino já tomou as ruas diversas vezes em oposição à participação do governo marroquino em tal traição. Mas traição ainda maior é o uso de armas israelenses pelo governo marroquino para assassinar civis no Saara Ocidental. O governo marroquino, cliente de Israel, inimigo do povo palestino e cúmplice do genocídio, terá de lidar com a rejeição crescente de seu próprio povo.

Sábado passado, no dia 30 de março, palestinos em todo o mundo celebraram o Dia da Terra palestino. É um dia para lembrar com pesar do roubo da terra palestina pelos sionistas em 1948 e até hoje. Marcado no dia em que, em 1976, seis palestinos foram assassinados, centenas foram feridos e ilegalmente presos em manifestações durante uma greve devida à confiscação de terras pertencentes aos palestinos cidadãos de Israel na região da Galileia, como parte de um plano de “judaização” da região do governo sionista. Os protestos em celebração ao Dia da Terra ocorreram também dentro do próprio Estado Sionista de Israel, onde mais de 20% dos cidadãos são palestinos com direitos reduzidos.

A rapinagem do território palestino, entretanto, não se detém no passado. É um ato contínuo, em desenvolvimento e ocorrendo ao lado do genocídio em Gaza. Desde o dia 7 de outubro, Israel confiscou mais de 27 quilômetros quadrados – equivalente a aproximadamente 2700 campos de futebol – e forçou mais de 25 vilarejos palestinos a fugirem, num total de mais de 1200 pessoas. Desde outubro, mais de mil ataques terroristas sionistas foram praticados por milícias coloniais – civis israelenses, geralmente armados e endossados pelo próprio governo e seus funcionários, uma prática costumaz do sionismo desde antes mesmo da fundação do Estado Sionista de Israel. Como uma colônia de assentamento que é, Israel segue seu plano de eliminar qualquer território palestino minimamente autônomo, e já traça seus planos para reocupar a Faixa de Gaza após concluir seu genocídio. Mas para o exército terrorista de Israel, o genocídio nem mesmo precisa ser concluído para começar a demarcar seu roubo de terras, com centenas de bandeiras israelenses sendo colocadas pelo território de Gaza.

O cessar fogo não foi obedecido, e as ações genocidas de Israel só se intensificaram na semana após a aprovação da resolução da ONU. À comunidade diplomática internacional, exige-se que sejam feitas sanções imediatas a Israel. Exige-se que acordos de quaisquer naturezas sejam rompidos, sejam militares, tecnológicos ou meramente formais. Revolucionários e democratas, devemos exigir o fim do genocídio em curso, não somente há 177 dias, mas há 76 anos. Devemos exigir a libertação do povo palestino, por quaisquer meios necessários aos quais o povo palestino estiver disposto, daqueles que os colonizam, sufocam e assassinam. Uma Palestina livre da colonização, com seu povo forte e invencível vitorioso, mandará todo o Estado sionista de Israel para o lugar ao qual pertence: o museu de antiguidades, ao lado do Apartheid Sul-Africano e da Alemanha Nazista.


Esse texto expressa a opinião do autor.

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