Crise mundial gera 40 milhões de desempregados e enriquece ainda mais os bilionários no USA

Crise mundial gera 40 milhões de desempregados e enriquece ainda mais os bilionários no USA

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Em meados do final de maio de 2020, 600 bilionários ianques aumentaram suas fortunas em 434 bilhões de dólares durante a crise geral do imperialismo acompanhada da pandemia da Covid-19. Enquanto isso, quase 40 milhões de trabalhadores perderam seus empregos e a taxa de desemprego está prevista a ultrapassar 16% da massa laboral. 

Também ao final de maio, o USA havia acabado de atingir 100 mil mortes devido à crise sanitária do coronavírus, e o número de infectados atingia 1,7 milhões pessoas.

O patrimônio líquido desses bilionários que lucraram durante esse cenário caótico (entre os quais estão os cinco bilionários mais ricos Jeff Bezos, da Amazon; Bill Gates da Microsoft; Mark Zuckerberg, do Facebook; Warren Buffett e Larry Ellison) aumentou 15% em relação a 15 de março, atingindo um total de 3,3 trilhões de dólares, de acordo com o relatório do Institute for Policy Studies.

Combinadas, as fortunas de Bezos e Zuckerberg cresceram quase 60 bilhões de dólares em apenas 60 dias (1 bilhão de dólares por dia).

A relação de desigualdade não é mera injustiça acidental, mas sim resultado direto da exploração capitalista levada a cabo contra o proletariado e todos os trabalhadores. Especialmente nos momentos de aprofundamento da crise geral do imperialismo, os grandes monopólios financeiros, mais poderosos, se apoderam dos grupos econômicos menores e se tornam ainda mais rico, enquanto a massa operária e trabalhadora, lançada ao desemprego brutalmente, é obrigada a concorrer entre si pelos empregos, jogando o preço da força de trabalho (salário) para baixo, disseminando miséria, fome e caos. Também por isso, as crises, por tornarem as mazelas do imperialismo e suas injustiças ainda mais claras, lançam as massas populares em lutas e aumenta o perigo de Revoluções.

Ao longo das últimas duas décadas, o jornal A Nova Democracia tem se sustentado nos leitores operários, camponeses, estudantes e na intelectualidade progressista. Assim tem mantido inalterada sua linha editorial radicalmente antagônica à imprensa reacionária e vendida aos interesses das classes dominantes e do imperialismo.
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