Dantesco espetáculo de subserviência nacional

O aceno de Lula à esquerda na política exterior – tímido, inclusive, pois em seus pronunciamentos sempre reconhece o direito de Israel em se defender contra o “terrorismo do Hamas” – busca encobrir sua entrega total, no plano interno, ao latifúndio, grande burguesia local e ao imperialismo.

Dantesco espetáculo de subserviência nacional

O aceno de Lula à esquerda na política exterior – tímido, inclusive, pois em seus pronunciamentos sempre reconhece o direito de Israel em se defender contra o “terrorismo do Hamas” – busca encobrir sua entrega total, no plano interno, ao latifúndio, grande burguesia local e ao imperialismo.
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Por toda a parte, se nota a gritaria dos espadachins a soldo da máquina de contrapropaganda de guerra sionista no Brasil. O jornalista da Globonews, Guga Chacra, afirmou que as falas de Luiz Inácio – qualificando as ações de Israel como genocídio – são manifestações “antissemitas”. Já a Confederação Israelita do Brasil (Conib) chamou as falas de Luiz Inácio de “distorção perversa da realidade”. Há ainda outros, que acusam a fala do mandatário brasileiro de negar o Holocausto nazista, de se imiscuir na política de Israel, e outras aberrações.

Ora, Luiz Inácio não disse nada demais. Todavia, a questão é que mesmo isso é inaceitável para os bandidos sionistas: eles só aceitam a capitulação covarde e invertebrada aos seus ditames, como cães sedentos de sangue. São mesmo em tudo semelhantes à “cadela do fascismo, que está sempre no cio”. E, nisto, contam com o ressoar de sua contrapropaganda no Brasil, através desta “imprensa marrom”, desonrada, cuja cobertura de guerra é mais sionista do que a feita pela própria imprensa israelense.

Quanto ao sr. Luiz Inácio, que demonstre alguma coerência prática com seu discurso e rompa relações imediatamente com Israel! Não só pelos recentes episódios, referentes ao Holocausto palestino – razão mais do que suficiente –, mas pela ingerência constante das estruturas diplomáticas de Israel sobre a política interna brasileira, como as sucessivas declarações da Conib e seus asseclas, e também do próprio embaixador de Israel, que fez campanha eleitoral em 2022 para Bolsonaro e da extrema-direita, em confronto direto com tudo que respeita a soberania nacional; e também da espionagem sistemática de brasileiros, como está provado com o aparecimento de contratos dos milicos chefiados por Heleno com a empresa Cognite, que não só oferecia tecnologia de arapongagem, como armazenava em Israel os dados aqui colhidos, num caso de traição nacional que faria corar Joaquim Silvério dos Reis.

Mas Luiz Inácio não fará isso. Seu aceno à esquerda na política exterior – tímido, inclusive, pois em seus pronunciamentos sempre reconhece o direito de Israel em se defender contra o “terrorismo do Hamas” – busca encobrir sua entrega total, no plano interno, ao latifúndio, grande burguesia local e ao imperialismo. Este é um truque velho, que Lula não inventou: apenas está copiando o usado e abusado por Jânio Quadros. Por fim, o mandatário do País quis dar palanque para a extrema-direita no plano interno, reavivar politicamente Bolsonaro, para manter-se no páreo como o “menos pior”

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