ES: Moradores erguem barricada pela instalação de radares em Rodovia

ES: Moradores erguem barricada pela instalação de radares em Rodovia

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 Barricada em chamas bloqueia ES-381 em manifestação por funcionamento de radares. Foto: Sandro Fernandes/Arquivo Pessoal

Moradores do município de São Matheus, no norte do Espírito Santo, atearam fogo em pneus bloqueando os dois sentidos da Rodovia ES-381, que liga a cidade ao município de Nova Venácia, em protesto pelo funcionamento dos radares de velocidade, no dia 10 de fevereiro.

A manifestação que se iniciou por volta das 10h da manhã, reivindicava o uso de radares na rodovia, uma vez que sem o controle da velocidade dos veículos, os atropelamentos e acidentes tornam-se muito mais frequentes.
A região é conhecida pelo alto índice de acidentes e, apesar disso, os órgãos do velho Estado ‘responsáveis’ não haviam tomado nenhuma atitude.

Histórico de acidentes e protestos

Não é a primeira vez que os moradores do município, localizado a 215km da capital capixaba, se organizam em protesto por mais segurança nas condições de tráfego de veículos e pedestres na região.
Em agosto de 2013, moradores da comunidade de Vaversa, no interior de São Mateus, fecharam a BR-381 após a morte por atropelamento de uma camponesa moradora da localidade.
Na ocasião, os moradores cavaram uma vala no asfalto, colocaram fogo em pneus e troncos de árvores, mantendo o bloqueio da rodovia por dois dias até que algum membro do Departamento Nacional de Infraestrutura e Trânsito (Dnit-ES) fosse à localidade para solucionar a situação.

Sobre os frequentes acidentes, ainda em 23 de dezembro de 2017, uma grave colisão entre um carro de passeio e uma carreta que transportava madeira, no quilômetro 5 da rodovia, tirou a vida do motorista e feriu uma mulher que estava no banco do carona do carro.

Cada vez mais, por todo país, o povo percebe que só é possível conquistar os direitos mais básicos e ter suas necessidades satisfeitas por meio da mobilização e luta. Nestas condições, paus pedras, barricadas e fogo tornam-se instrumentos mais do que úteis, necessários na luta reivindicativa.

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