Extrema-direita no Congresso quer trocar apoio à novo presidente da Câmara por anistia a Bolsonaro

Se a estratégia da extrema-direita reside na desmoralização do processo sofrido por Bolsonaro, o reverso depende da condenação fulcral do que representa a extrema-direita e aqueles que conciliam com ela.
Cotado para substituir Arthur Lira, Elmar Nascimento (ao lado de Bolsonaro) já aceitou acordo com extrema-direita. Foto: Reprodução

Extrema-direita no Congresso quer trocar apoio à novo presidente da Câmara por anistia a Bolsonaro

Se a estratégia da extrema-direita reside na desmoralização do processo sofrido por Bolsonaro, o reverso depende da condenação fulcral do que representa a extrema-direita e aqueles que conciliam com ela.

O Partido Liberal (PL) de Bolsonaro está movendo as cordas para tentar tornar possível a corrida eleitoral de seu chefete: parlamentares da sigla, que tem a maior bancada na Câmara, querem trocar o apoio ao novo presidente da casa pela votação favorável a um projeto de lei de anistia a Bolsonaro e aos galinhas verdes do 8 de janeiro. 

Os parlamentares ainda estão trabalhando na redação do texto, mas já se reuniram com Antonio Brito (PSD-BA), Marcos Pereira (Republicanos-SP) e Elmar Nascimento (União Brasil-BA). As informações são do monopólio de imprensa O Globo. Segundo a jornalista do mesmo monopólio, Malu Gaspar, Elmar Nascimento já aceitou o acordo, enquanto os outros estão pensativos.

A estratégia da extrema-direita é montar um projeto de lei que anule tanto as condenações eleitorais quanto criminais. Ou seja, que a atual inelegibilidade de Bolsonaro decretada pelo Tribunal Superior Eleitoral seja derrubada e que o chefete da extrema-direita não possa vir a ser preso. 

Plano B

De acordo com Gaspar, os bolsonaristas possuem ainda uma outra tática para caso Bolsonaro não seja anistiado pelo projeto. Uma espécie de plano B que conta com a futura sucessão no TSE, marcada para ocorrer no ano eleitoral de 2026. Lá, a ministra recém-empossada, Cármen Lúcia, vai dar espaço a seu atual vice, Kassio Nunes Marques, antigo aliado de Bolsonaro.

A ideia da extrema-direita é criar um cenário politicamente favorável a Bolsonaro pela desmoralização de seu processo. Isso pode ser feito tanto pela conquista da anistia aos galinhas verdes quanto pela agitação de parcialidade e ativismo judicial por parte do STF, feita atualmente internacionalmente pela extrema-direita. Conquistado isso, abriria espaço para Nunes Marques rever o processo de Bolsonaro. 

Nesse sentido, o combate político ao golpismo por parte das forças progressistas e autenticamente democráticas se coloca ainda mais na ordem do dia. Se a estratégia da extrema-direita reside na desmoralização do processo sofrido por Bolsonaro, o reverso depende da condenação fulcral do que representa a extrema-direita e aqueles que conciliam com ela.

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