O Fórum Contra a Corporativização e a Militarização (FACAM) divulgou nota convocando a solidariedade internacional ao povo indiano diante da intensificação da chamada Operação Kagaar. Segundo o fórum, trata-se de uma ampla ofensiva militar conduzida pelo velho Estado indiano em regiões centrais do país, especialmente em territórios adivasi ricos em recursos minerais.
De acordo com o FACAM, a operação não pode ser compreendida isoladamente. Ela se insere no avanço da corporativização das terras e na militarização permanente dessas regiões. A nota denuncia que acordos entre o Estado e grandes grupos empresariais precederam o aumento das operações militares, resultando em deslocamentos forçados, prisões em massa e mortes registradas em confrontos nas áreas de Bastar e Saranda.
O fórum sustenta que, sob o argumento oficial de “segurança interna”, o que se observa é o reforço do controle armado sobre populações indígenas e camponesas que resistem à entrega de seus territórios a projetos minerários e grandes empreendimentos extrativos. Aldeias cercadas, restrições de circulação e denúncias de abusos compõem o quadro descrito na nota.

O FACAM destaca ainda que a resistência do povo indiano tem repercutido internacionalmente. Atos de denúncia e solidariedade foram realizados em diferentes países, com manifestações diante de representações diplomáticas indianas e em espaços públicos, exigindo o fim da Operação Kagaar e denunciando a militarização das regiões adivasi.
Como parte dessa mobilização, o fórum convocou um Dia Internacional de Ação em 28 de março de 2026, chamando organizações democráticas e populares a realizarem atividades de apoio, protestos e campanhas de denúncia.
A nota conclui que a situação revela a combinação entre interesses corporativos e repressão estatal, apontando que a solidariedade internacional é parte da luta contra a militarização e em defesa dos direitos das populações adivasi e camponesas atingidas pela ofensiva.

