GO: Ronaldo Caiado dá calote em servidores e ameaça o serviço público

GO: Ronaldo Caiado dá calote em servidores e ameaça o serviço público

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O recém-eleito governador Ronaldo Caiado, membro de uma das maiores famílias de latifundiários e escravagistas de Goiás, que se mantêm como sanguessugas do velho Estado há várias décadas, não pagou os servidores públicos do estado seus salários referentes ao mês de dezembro, assim como também não pagou o 13º salário.

Este politiqueiro de carreira coloca toda a culpa da crise que enfrenta devido à gestão anterior do PSDB, à época com Marconi Perillo e José Eliton. Em seus inflamados discursos à mídia, se preocupa apenas em reclamar da crise pela qual o estado de Goiás, mas sem apresentar qualquer solução para tal crise. Sua estratégia de apontar todas as falhas da gestão PSDB, se mostrou um tiro pela culatra, visto que, agora é ele quem tem que resolver todos os problemas, pois foi ele quem se propôs a gerenciar o gabinete estadual.

Os professores do estado, organizados independentemente e alheio ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), sindicato já consagrado como pelego e traidor da categoria, se mobilizaram para realizar manifestações, debates e paralisações pelo justo direito de receber o dinheiro pelo qual trabalharam. O movimento Mobilização dos Professores de Goiás (MPG) denuncia a colaboração nefasta entre a Secretaria de Educação do estado (Seduce) e do Sintego. Mesmo os profissionais não conseguindo pagar a passagem de ônibus ou o combustível para chegar ao trabalho, a secretaria se mostrou inflexível, confirmando que quem não comparecer ao trabalho, seja por motivo que for, “terá o ponto cortado”.

No último dia 25 foi pago o vencimento referente ao mês de janeiro, enquanto isso, o governador e a secretária da fazenda, Cristiane Schmidt, manobram os papéis para colocar o pagamento de dezembro e do 13º salário na dívida permanente do estado, uma maneira de tornar o calote permanente.

A máfia de deputados estaduais organizados na Assembleia Legislativa (Alego) barrou o pagamento do vale-alimentação de 2019 para os servidores públicos, ao mesmo tempo que emprenha uma dívida de aproximadamente R$ 125 milhões para reformas em sua estrutura, ou seja, para o estado mais vale o conforto dos deputados em pisar em piso de porcelanato e mármore do que os servidores terem o que comer.

As diversas categorias de trabalhadores, até mesmo a Polícia Militar sinaliza greve geral no estado antes do término de janeiro caso os salários não sejam pagos.

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