Governo autoriza entrada de 294 militares ianques no País para treino conjunto com Exército na Amazônia

O governo de Luiz Inácio aprovou, no dia 19 de outubro, a entrada das 294 militares norte-americanos que participarão do exercício conjunto com os militares reacionários brasileiros, Core 23, marcado para o período entre 29/10 e 20 de novembro.

Governo autoriza entrada de 294 militares ianques no País para treino conjunto com Exército na Amazônia

O governo de Luiz Inácio aprovou, no dia 19 de outubro, a entrada das 294 militares norte-americanos que participarão do exercício conjunto com os militares reacionários brasileiros, Core 23, marcado para o período entre 29/10 e 20 de novembro.
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O governo de Luiz Inácio aprovou, no dia 19 de outubro, a entrada dos 294 militares norte-americanos que participarão do exercício conjunto com os militares reacionários brasileiros, Core 23, marcado para o período entre 29/10 e 20 de novembro. Assim, fica consumado o passe livre dos ianques para a realização de mais um treinamento contra insurgente em solo brasileiro, e em terreno tão estratégico quanto o amazônico.

Fundado em 2015, o exercício é realizado anualmente entre as tropas ianques e os militares submissos brasileiros, com aval dos sucessivos governos. Às vezes, como foi no ano passado, o exercício é realizado também no Estados Unidos (USA), com o cuidado para evitar regiões estratégicas, diferente do que é feito no Brasil. Na edição ianque, os exercícios foram feitos em uma área de floresta do estado de Louisiana, segundo informações do próprio Exército reacionário brasileiro.

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Aqui, o exercício ocorrerá no Pará e no Amapá, sendo a primeira vez que o Core ocorre em solo amazônico. Antes, na edição de 2021, os ianques treinaram no Vale do Paraíba, região exata em que, um ano antes, os militares reacionários brasileiros coordenaram a “Operação Mantiqueira”, exercício que ficou conhecido pelo conteúdo profundamente contra insurgente e anticomunista, em que as tropas eram designadas para combater um movimento camponês, de luta pela terra, cuja origem podia ser rastreada a uma dissidência com um partido operário.

Parece que, depois de treinarem no terreno de encenação barata no Vale do Paraíba, os ianques desejam intensificar os treinamentos contra insurgentes em um campo mais realista. Afinal, a Amazônia tem sido registrada, ano após ano, como o palco central da luta pela terra no Brasil, com as maiores concentrações de conflitos pela terra nos relatórios da Comissão Pastoral da Terra. Em 2023, foram 1.521 conflitos na região, os quais mobilizaram 181.304 famílias camponesas. Dessa forma, o território amazônico é estratégico não somente no ponto de vista militar mais clássico (território fronteiriço, com acesso ao mar e recheado de vastas riquezas naturais, desde minérios e petróleo até plantas medicinais usadas na indústria farmacêutica e biotecnologia), mas também, e principalmente, sob o ponto de vista político. E, no caso dos ianques, do asseguramento de sua dominação imperialista, reforçada por meio das operações contra revolucionárias e contra insurgentes constantes, acordadas e garantidas com obediência exemplar de seus sabujos brasileiros. 

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E a escolha da Amazônia para a nova edição do Core 23 não foi exclusividade. Nos últimos anos, a Amazônia tem sido a preferência central dos ianques para os treinamentos conjuntos, como o AmazonLog, realizado em 2017, e a Operação Amazônia, em 2020.

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