Índia: 18 ativistas democráticos sequestrados pela polícia

Índia: 18 ativistas democráticos sequestrados pela polícia

Print Friendly, PDF & Email

Ao menos 18 membros da Coordenação da Organização de Direitos Democráticos (CDRO, sigla inglês) foram sequestrados pela polícia em Sukma, no estado de Chhattisgarh.

Os ativistas viajavam para a aldeia de Burkapal, no mesmo estado, para averiguar denúncias de violações dos direitos do povo.

Segundo o dirigente da Frente Revolucionária Democrática, Varavara Rao, os carros em que transitavam os ativistas foram parados por policiais em Sukma, e foram traiçoeiramente levados para a cadeia da cidade, sob a justificativa de que estavam sendo empreendida uma “averiguação”.

“Todas as tentativas de comunicação com a cadeia de Sukma falharam”, afirmou Varavara Rao, e disparou: “Consideramos que esta prisão dos membros da CDRO é uma tentativa da polícia de Sukma para frear o trabalho dos ativistas e impedir que as denúncias de violência na região chegue ao mundo exterior”.

Operação ‘Caçada Verde’

Esta ação se desenvolve em meio da Operação “Caçada Verde” movida pelo velho Estado indiano desde 3 de dezembro de 2009. A operação, inicialmente prevista para durar cinco anos, perdura por seis anos e segue sendo incrementada.

Conforme denunciou o Comitê Central do Partido Comunista da Índia (Maoista) em comunicado pelo 50º aniversário do Levantamento de Naxalbari, em novas reuniões as “autoridades” do velho Estado decidiram intensificar a guerra contra o povo.

“Não haverá limites no uso de drones e helicópteros nos céus; a polícia, o exército e as forças paramilitares, sobre o terreno, prosseguirão com seus ataques, assassinatos, atrocidades, saqueios de casas, destruição de colheitas e assalto de aldeias”, denunciaram, e concluíram: “Se multiplicarão os ataques contra os democratas, estudantes, intelectuais, patriotas, nacionalistas, funcionários e forças populares nas cidades. As condições atuais põem em manifesto que a polarização entre classes será cada vez mais palpável em todo o país e que a guerra de classes adotará uma forma muito mais enconada”.

Imagem simbólica de jovem mulher adivasi sendo carregada brutalmente por soldados da repressão, em 2010.

Ao longo das últimas duas décadas, o jornal A Nova Democracia tem se sustentado nos leitores operários, camponeses, estudantes e na intelectualidade progressista. Assim tem mantido inalterada sua linha editorial radicalmente antagônica à imprensa reacionária e vendida aos interesses das classes dominantes e do imperialismo.
Agora, mais do que nunca, AND precisa do seu apoio. Assine o nosso Catarse, de acordo com sua possibilidade, e receba em troca recompensas e vantagens exclusivas.

Quero apoiar mensalmente!

Temas relacionados:

Matérias recentes: