Inglaterra e França: Manifestantes enfrentam fascistas e a repressão policial

Inglaterra e França: Manifestantes enfrentam fascistas e a repressão policial

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Milhares de pessoas se reuniram em Londres (Inglaterra) e em Paris (França) em protestos simultâneos contra o sistema de exploração, a violência policial e o racismo, no dia 13 de junho. Em ambas as cidades, a violência policial foi brutal em nome da velha ordem reacionária. Na cidade de Londres, ocorreram também confrontos contra a extrema-direita.

Em Londres, na Inglaterra, mesmo após um dos maiores organizadores do ato, o Black Live Matters (Vidas Negras Importam) de Londres ter cancelado a participação por causa das ameaças dos grupos de extrema-direita, num sinal de acovardamento, milhares de pessoas não se deixaram amedrontar e marcaram presença.

A repressão policial, mascarando seus atos violentos na desculpa de neutralizar a violência de extrema-direita, atacou grupos populares e prendeu mais de 100 pessoas, incluindo um homem que atacou um memorial policial em resposta à repressão. Os manifestantes responderam à repressão, e ao menos seis policiais foram feridos.

Os grupos de extrema-direita alegaram estar ali para “proteger” as estátuas na Praça do Parlamento, incluindo a do ex-primeiro-ministro racista Winston Churchill, mas atacaram diretamente os manifestantes. As forças de repressão do estado imperialista inglês já estava protegendo algumas estátuas da Praça, como as de Nelson Mandela e Mahatma Gandhi (oportunistas e traidores do povo), alvos da revolta popular.

A Polícia Metropolitana da cidade havia imposto um toque de recolher aos protestos para as 17h. Ela também impôs uma rota e área que cada ato poderia usar. O povo ignorou as ordens do Estado reacionário e seguiu a revolta até mais tarde.

Sadiq Khan He, prefeito reacionário de Londres, havia feito um apelo virtual aos manifestantes no dia 12 de junho, um dia antes da manifestação, para que cancelassem o ato, tentando ludibriar as massas com um falso “apoio” às revoltas, sendo que em seguida apontou para elas como risco de “vandalismo e desordem”. Khan também afirmou, em lamentação, que mais de 60 policiais já haviam sido feridos nos últimos protestos, sem mencionar a repressão selvagem que estes impuseram ao povo.

Repressão policial na Estação Waterloo, 13/06, Londres (Fonte: Reuters)

Em Paris, na França, ocorreram confrontos diretos entre o povo e a polícia. Os policiais fizeram uso de gás lacrimogêneo enquanto os manifestantes respondiam com fogos de artifício. Os manifestantes se organizaram em vários lugares da cidade, desde o redor da Torre Eiffel até entorno da Embaixada do USA. No último, eles cantaram palavras de ordem antifascistas, denunciando o assassinato de George Floyd. A Embaixada havia sido cercada pelas forças de repressão na manhã do dia 13/06 para a proteger.

Os dados policiais parisienses afirmam que 15 mil pessoas se reuniram no ato, que teve como um dos organizadores o grupo que pede justiça para Adama Traoré, homem negro que morreu nas mãos da polícia reacionária francesa em julho de 2016. 

Assa Traoré, irmã de Adama, esteve nos protestos e vociferou: “Por que meu irmão morreu? Por que pegaram ele? Meu irmão morreu da mesma forma que George Floyd!”. Enquanto as “autoridades” afirmam que a causa da morte de Adama é incerta, sua família afirma que ele morreu após ser asfixiado por três policiais.

O Estado reacionário francês, usando o coronavírus de pretexto, baniu as concentrações de mais de 10 pessoas, numa clara tentativa de criminalizar a luta popular.

Protestos na manhã de 13/06 em Paris (Fonte: CNN)

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