MA: Comunidades camponesas realizarão Tribunal Popular em Junco do Maranhão

Nos dias 9 e 10 de março será realizado o Tribunal Popular contra os crimes do latifúndio e da grilagem de terras em Junco do Maranhão, com o objetivo de julgar os crimes ocorridos na Gleba Campina.

MA: Comunidades camponesas realizarão Tribunal Popular em Junco do Maranhão

Nos dias 9 e 10 de março será realizado o Tribunal Popular contra os crimes do latifúndio e da grilagem de terras em Junco do Maranhão, com o objetivo de julgar os crimes ocorridos na Gleba Campina.
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Nos dias 9 e 10 de março será realizado o Tribunal Popular contra os crimes do latifúndio e da grilagem de terras em Junco do Maranhão, com o objetivo de julgar os crimes ocorridos na Gleba Campina, que afetam mais de 10 comunidades camponesas da Região do Gurupi, em municípios na fronteira Pará-Maranhão. Os camponeses da Gleba têm enfrentado, além da grilagem, atentados crescentes da pistolagem e da Polícia Militar. No dia 10 de fevereiro, PMs invadiram a área fortemente para tentar prender camponeses que lutam pelo direito à terra.

A atividade será feita em uma parceria entre o Comitê de Solidariedade à Luta pela Terra (Comsolute) e a União das Comunidades em Luta (UCL) e serão ouvidas as denúncias das seguintes comunidades: Sede do Município e Povoado Vilela –Junco do Maranhão (MA), Povoado Glória – Boa Vista do Gurupi (MA), Sede do Município e Povoado Nova Vida – Amapá do Maranhão (MA), Iricuri, Pimenta, Murujá e Manaus da Beira do Rio Gurupi – Carutapera (MA) e, por fim, Santo Antônio e São João do Gurupi do Município de Viseu (PA). 

Leia também: MA: Camponeses bloqueiam rodovia contra grilagem de terras e cerco do latifúndio

Em nota, o Comitê de Solidariedade à Luta pela Terra (Comsolute) escreveu que “o Tribunal Popular é uma metodologia na qual personalidades, militantes sociais, defensores de direitos humanos e pesquisadores acadêmicos de várias partes do Maranhão e do país apreciarão a denúncia trazida pelo povo, compondo uma Comissão Julgadora. Os depoimentos serão dados por aqueles que são diretamente afetados pelo caso, e a Comissão Julgadora fará visita de inspeção e ouvirá o relato dos advogados do processo sobre os crimes praticados pelos grileiros para que, no dia 10/03/2024, cada membro se pronuncie sobre tudo que leu, viu, escutou, expondo suas considerações pessoais e avaliações. Ao final, se produzirá um relatório único com os encaminhamentos necessários”, conclui.

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