MA: População de São Luís sofre com poluição do ar causada por empresas de construção civil

Em entrevista, professor denuncia a grave situação de poluição na área Itaqui Bacanga, em São Luís

MA: População de São Luís sofre com poluição do ar causada por empresas de construção civil

Em entrevista, professor denuncia a grave situação de poluição na área Itaqui Bacanga, em São Luís
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Em entrevista concedida ao portal independente Agência Tambor no dia 24 de agosto, o professor e coordenador do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) Fernando Pedro Dias denuncia a grave situação de poluição na área Itaqui-Bacanga, em São Luís. Segundo Fernando, a principal responsável é a empresa Polimix Concreto, que tem utilizado materiais tóxicos que podem gerar doenças respiratórias nos moradores da localidade.

Essa denúncia soma-se à situação geral do elevado nível de poluição do ar em São Luís. Em julho de 2023, a Agência Tambor publicou uma matéria informando que “no ano de 2022, de acordo com dados das seis estações públicas de monitoramento da qualidade do ar, foram identificadas 10.981 violações dos padrões legais, sendo que 589 foram classificadas como “nível de emergência”, o pior indicador da qualidade de ar existente. Tecnicamente a situação é apontada como péssima.”

Envenenando o povo e o meio natural

Como denunciado em maio deste ano em AND, tem se intensificado o estabelecimento de grandes lixões a céu aberto na capital maranhense e a contaminação das águas nas áreas de manguezais, devido à poluição industrial de grandes empresas de construção civil. A região mais afetada pela ingerência sanitária na capital é a sua zona rural, cuja extensa paisagem de rios, manguezais e igarapés é morada e sustento de comunidades camponesas, extrativistas e pescadores.

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Destaca-se ainda a relação destes problemas com o Plano Diretor que foi aprovado esse ano na Câmara dos Vereadores. Guilherme Zagallo, advogado e integrante do Movimento de Defesa da Ilha, em entrevista concedida ao portal Agência Tambor em maio deste ano, afirma que o Plano Diretor foi feito para atender exatamente o interesse de indústrias pesadas e da construção civil. 

Até o momento, em verdadeiro pacto de conveniência e silêncio, nenhuma providência foi adotada por parte dos órgãos ambientais para responsabilizar tais empresas pelo violento processo de destruição e envenenamento do meio natural na cidade de São Luís.

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