1º Encontro da FIP-RJ: Marco da luta popular

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1º Encontro da FIP-RJ: Marco da luta popular

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Mais de cem pessoas participaram da plenária de abertura.

O primeiro Encontro da Frente Independente Popular (FIP) realizado na Aldeia Maracanã nos dias 14 e 15 de dezembro de 2013 foi um marco para a luta popular no Rio de Janeiro.

Construída com o suor e disposição de seus ativistas e organizações independentes, a FIP desde as jornadas de protesto popular do meio do ano vem se destacando como um campo de luta combativo na capital fluminense e servindo de exemplo para outros estados. O I Encontro, como não poderia deixar de ser, também foi organizado de forma independente. A reforma do espaço, eletrificação, alimentação, segurança, ornamentação, finanças: tudo! Tudo construído sem um centavo de governo, partido eleitoreiro, empresa, etc. O que, de fato, predominou foi o próprio esforço de cada um que ajudou a construí-lo. Um clima de intenso companheirismo cercou o ambiente.

A plenária de abertura do Encontro na manhã de sábado lotou a Aldeia Maracanã e, além das diversas organizações e militantes independentes, contou com a participação de representantes da Liga dos Camponeses Pobres (LCP) de Rondônia, companheiros que participaram da resistência armada contra o regime militar, trabalhadores da saúde, professores, estudantes, movimentos de favelas e jornalistas de mídias populares. As falas iniciais deram o tom do evento: avanço das mobilizações, combatividade, apoio às lutas populares em outras regiões do país e no mundo, fim das ilusões com o velho Estado, rechaço aos megaeventos da burguesia e à farsa eleitoral.

Como demonstração do seu apreço pela juventude combatente do Rio de Janeiro, a LCP doou caixas de mel produzido pelos camponeses especialmente para o encontro. A reportagem de A Nova Democracia acompanhou a atividade e também deixou sua saudação.

Após a plenária, o encontro foi dividido por grupos de discussão com os diversos temas: educação, saúde, terrorismo de Estado, sindicalismo revolucionário, copa da Fifa, eleições, direito à cidade, acesso à terra e questão indígena. A primeira parte das discussões serviu para todos os grupos fazerem um balanço do ano e da atuação da FIP nas diversas lutas que ocorreram na cidade. A segunda parte foi para aprofundar os debates em cada tema e sugerir propostas para organizar a luta em 2014.

PM invade Aldeia Maracanã

No início das atividades do segundo dia foi informado que os indígenas tinham ocupado, durante a noite, o espaço (ao lado) do terreno pertencente à Aldeia que estava sendo utilizado como escritório pela construtora Odebrecht para as obras de reforma do Maracanã. Quando receberam a informação que as instalações estavam sendo demolidas, os índios decidiram agir e ocupar o local. A FIP decidiu apoiar a ocupação.

Não tardou e a odiosa tropa de choque da PM foi acionada e permaneceu nos arredores do Maracanã. Para seu sujo serviço, ela contou com o apoio dos abutres da polícia (os P2s) que, desde o dia anterior, rodeavam a região. No início do confronto, a PM chegou a lançar gás lacrimogêneo no espaço onde se encontravam, inclusive, crianças e idosos.

Quando a plenária final do encontro teve início, a tropa de choque invadiu o prédio ao lado. Os participantes do evento da FIP se posicionaram e decidiram pela resistência combativa, motivo pelo qual a polícia decidiu não ocupar a Aldeia. Nos dias seguintes, a FIP participou da ocupação da reitoria da UERJ e das manifestações em repúdio à desocupação.

Para saber mais informações sobre a resistência travada pelos indígenas da Aldeia Maracanã nos dias seguintes, leia a matéria de Patrick Granja publicada nesta edição de AND, ‘Cabral expulsa Aldeia Maracanã pela “2ª” vez’.

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