A copa na semicolônia é o cassino da burguesia

A copa na semicolônia é o cassino da burguesia

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A Federação Internacional de Futebol – Fifa, falando em nome de um punhado de transnacionais, ditou uma série de condições para a realização da copa do mundo de 2014 no Brasil, coisa que deve tomar forma na Lei Geral do copa, monstrengo ora “em debate” no Congresso Nacional. Tais medidas antipovo ignoram e atropelam qualquer vestígio de soberania nacional, e vem sendo acatadas, uma a uma, pelos serviçais tupiniquins do imperialismo.

A Fifa é uma entidade ‘oficialmente’ sem fins lucrativos, mas com fins extra-oficiais de preparar, com o máximo esmero possível, o terreno para que as empresas capitalistas “parceiras” da entidade máxima do futebol profissional mundial cheguem de sola nos países-sedes da copa, bolas da vez, de quatro em quatro anos, desta grande enganação com apelo esportivo.

Seu papel é garantir a festa dos ricos em que o que menos importa é esporte.

Entre as exigências da Fifa para a copa na semi-colônia estão o endurecimento das penas para a falsificação de produtos durante o mundial de futebol, requisição que visa punir quem tentar se virar para tirar uma casquinha da farra de lucros das gigantes transnacionais de materiais esportivos, e a suspensão da lei da meia-entrada para estudantes e idosos em eventos esportivos e culturais, direito conquistado pelo povo brasileiro há 20 anos. Será que alguém ainda espera que a Une, sob as rédeas do pecedobê, “dono” do empantanado Ministério do Esporte, vai para as ruas protestar?

Até mesmo o tão aclamado Código de Defesa do Consumidor, arcabouço funcional ao varejo capitalista de mercadorias e serviços cujos artigos são costumeiramente apontado pelos papagaios do monopólio dos meios de comunicação como os únicos direitos que importam para o cidadão, até mesmo este supervalorizado conjunto de regras, que na prática pouco funcionam, poderá ser tornado sem validade durante a copa de 2014 no Brasil.

A voracidade da Fifa não arrefece mesmo diante do fato de que a entidade já bate recordes de receitas com a copa de 2014. Os acordos comerciais para já renderam aos cofres da Fifa quase R$ 3 bilhões. A três anos do evento, o arrecadado com contratos de marketing e TV já é três vezes mais do que o relativo à copa de 2006, na Alemanha.

Não bastasse o assalto direto realizado pelo imperialismo sobre as riquezas do nosso país, a intromissão em todos os assuntos, seus agentes enfurnados em todas as instâncias do velho Estado, os agentes da semi-colônia esmeram-se em servir mais e mais. Um decreto publicado em 13 de outubro pela gerente de turno Roussef no Diário Oficial da União concedeu à Fifa isenção total de impostos federais para bens e serviços relacionados à copa das Confederações de 2013 e à copa do mundo de 2014 (mas esse bacanal estenderá, com a rubrica do gerenciamento oportunista, até 31 de dezembro de 2015). Com isso, a citada entidade se isentará de impostos referentes até mesmo à importação e comercialização de combustíveis, alimentos, material de escritório.

E o pecedobê, encastelado no Ministério do Esporte, mesmo depois da saída de Orlando Silva, segue como carranca de proa desse descarado assalto à nação.

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