A farsa do ‘sonho americano’

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A farsa do ‘sonho americano’

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Hoje, mais de 40 milhões de pessoas vivem na probreza no USA

Obama, como Bush e seus outros antecessores na chefia do imperialismo ianque, castiga o mundo com bombas e o proletariado do USA com precarização. A concentração de renda nas mãos da grande burguesia aumenta, enquanto a renda média familiar declina sem parar. Uma reportagem pulicada recentemente no jornal britânico Financial Times informou que a renda de 1% das famílias ianques mais ricas triplicou nos últimos 37 anos. E a explicação vem de um outro número referente ao mesmo período: desde 1973 os salários reais da classe trabalhadora do USA estão estagnados.

E as oligarquias financeiras e industriais pagam bem aos seus capatazes. Afinal, são eles que tornam possível essa acumulação de capital pela via do acirramento da exploração dos trabalhadores. Em 1973, os executivos-chefes de grandes companhias ianques recebiam, em média, remuneração 26 vezes superior à renda média da população do USA. Hoje, a proporção é 300 vezes mais, mesmo após a promessa demagógica de Obama de colocar rédeas nos superpagamentos.

É o jogo jogado no sistema de exploração do homem pelo homem: a burguesia recompensa tanto melhor seus gerentes quanto mais eles arroxam os salários e as condições de trabalho do proletariado a fim de aumentar os lucros dos seus contratantes.

E que arroxo! No último ciclo de expansão da economia ianque, que começou em janeiro de 2002 e terminou em dezembro de 2007 com o estouro da crise financeira, a renda média das famílias do USA ficou US$ 2 mil menor. Neste mesmo período, o 1% mais abastado abocanhou dois terços das riquezas produzidas.

O resultado é que, hoje, mais de 40 milhões de pessoas vivem na pobreza no USA. Há apenas três anos, eram 37,3 milhões. A maioria dos pobres são os mais explorados: latinos e negros.  Nada menos do que 36% dos brasileiros que vivem por lá são pobres ou vivem um pouco acima da chamada “linha da pobreza”. A maioria dos economistas já dá por certo que a deterioração das condições de vida da classe trabalhadora no USA é algo estrutural, ou seja, imune aos ciclos de expansão ou retração da economia.

Recordes de desempregos longos

Isso porque a economia capitalista agoniza há décadas em uma crise estrutural de superprodução, em meio à qual as crises de crédito, financeiras, bancárias e que tais vão estourando pelo mundo como sintomas de um sistema moribundo.

Mesmo o corneteado “sonho americano”, patranha do imperialismo segundo a qual, na “América”, os trabalhadores têm mais chance de melhorar de vida, nunca esteve tão distante da realidade. O autor da reportagem publicada no Financial Times, o jornalista Edward Luce, diz que “hoje, no USA, é menor a chance de passar de um estrato de renda mais baixo para outro mais elevado do que em qualquer outra economia desenvolvida”.

O nível do desemprego no USA aumenta mês após mês. O desemprego de longa duração vai batendo sucessivos recordes, o que, pouco a pouco, vai escancarando a farsa da seguridade social ianque. Nada menos que 1,4 milhão de trabalhadores desempregados não recebem o tão festejado seguro-desemprego do USA, simplesmente porque estão desempregados há tempo demais. Mais exatamente há 99 semanas, tempo máximo estipulado pelos chefes de Washington para o recebimento do dito “benefício”.

Obama só faz agravar essa situação. Se no plano externo o chefe ianque de turno tornou ainda mais ferozes as ofensivas imperialistas pelo mundo, no plano interno, ele está mantendo os salários baixos e segue minimizando os custos e entraves para as demissões a fim de que os patrões possam despedir à vontade.

Pressionado pelas massas, Obama deu a cara no Dia do Trabalho para dizer que vai gerar emprego reconstruindo 240 mil quilômetros de estradas. “Isso é suficiente para dar a volta ao mundo seis vezes”, disse ele. Mas não é suficiente para embromar as classes populares precarizadas do USA. Eles sabem que seu destino não é uma questão de mais ou menos asfalto recapeado, mas sim de maiores ou menores avanços na luta das massas organizadas contra o capital opressor.

Ao longo das últimas duas décadas, o jornal A Nova Democracia tem se sustentado nos leitores operários, camponeses, estudantes e na intelectualidade progressista. Assim tem mantido inalterada sua linha editorial radicalmente antagônica à imprensa reacionária e vendida aos interesses das classes dominantes e do imperialismo.
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