A nova cultura entra no salão

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A nova cultura entra no salão

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Na chuvosa noite de 9 de junho, uma animada festa popular encerrou as atividades de celebração dos 10 anos de A Nova Democracia.

Membros do conselho editorial, dos comitês de apoio, integrantes da redação, antigos e novos apoiadores, amigos trazendo suas famílias, crianças e apoiadores que, vendo nos cartazes que anunciavam a festa a oportunidade para uma ótima noite, compareceram.

O local não poderia ser mais convidativo, um espaço no bairro do Estácio onde são realizadas aulas de dança de salão. Poucas mesas, muito espaço.

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Atenderam ao nosso convite José Sergival, que, acompanhado da zabumba e da sanfona, pôs os convidados para dançar ao som do forró e ritmos nordestinos, neste ano de centenário de nascimento de Luiz Gonzaga. A cantora Yeda Maranhão brindou todos com a sua voz e sua alegria. O músico Filipe Proença, representando o grupo Corisco, apresentou canções da luta do povo por terra, moradia e contra a opressão. Caio Monatte fez uma demonstração de samba de gafieira com uma de suas alunas. Os professores Sebastião Rodrigues e Luiz Carlos fizeram uma bela apresentação de viola e música caipira. Convidados e apoiadores declamaram poesias, cantaram, dançaram, se divertiram. Houve até mesmo uma contação de “causos”, feita pelo professor Fausto Arruda.

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A cada apresentação esvaziavam-se as mesas e o salão se animava. O trio de Sergival organizou uma animada quadrilha. Foram momentos de muita alegria, integração e realização.

As crianças divertiam-se livremente, conhecidos se reencontraram, surgiram novas amizades e projetos de novos trabalhos.

A rifa das obras escolhidas de Marx e Engels, Lenin e Mao Tsetung foi sorteada durante a festa e o vencedor foi o professor Hugo, de Goiânia, comprador do bilhete número 93.

Pode ser que soe como clichê dizermos que essa festa foi diferente de todas as outras, mas para nós ela não foi diferente e nem igual, foi a primeira, e esperamos que muitas outras a sucedam.

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A imprensa democrática e popular no Brasil e em todo o mundo sempre organizou festas e atividades como essas para se sustentar, e sempre esteve acompanhada dos artistas do povo.

Mesmo durante o regime militar fascista, órgãos da imprensa popular ousaram e realizaram atividades como essas. Mas enfrentamos, nas últimas décadas, anos de diluição e oportunismo e chegaram a afirmar que a imprensa popular teria se acabado.

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Nesses primeiros dez anos de existência, AND teve a oportunidade e o privilégio de presenciar, publicar e provar a todos que queiram ver que a autêntica cultura popular existe e pulsa em meio às massas camponesas, nas pequenas e grandes cidades. Entrevistamos grandes nomes e também artistas anônimos, artistas com décadas de carreira e iniciantes. Resgatamos histórias dos que já partiram e também de uma nova geração que luta com ardor para resgatar o trabalho daqueles que, ignorados pelo monopólio, vinham tornando-se esquecidos.

A festa dos dez anos de A Nova Democracia é a prova de que além de fazermos o jornal temos mais uma tarefa nas mãos, resgatar as melhores tradições da imprensa popular e democrática e promover não uma, mas várias como essas, criando, desde já, o embrião da nova cultura.

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Fotos: Sergival — acompanhado de zabumba e da sanfona—, o grupo Corisco, Yeda Maranhão e Sebastião & Luiz Carlos deram sua contribuição para a festa popular que contou, também com a apresentação do professor Caio Monatte, com uma aluna, do samba de gafieira

Ao longo das últimas duas décadas, o jornal A Nova Democracia tem se sustentado nos leitores operários, camponeses, estudantes e na intelectualidade progressista. Assim tem mantido inalterada sua linha editorial radicalmente antagônica à imprensa reacionária e vendida aos interesses das classes dominantes e do imperialismo.
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