Após a Copa, a barbárie

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Após a Copa, a barbárie

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Trabalhadores sulafricanos vão às ruas de Johanesburgo por melhores salários

A Copa do Mundo da África do Sul acabou, mas os problemas do povo sul-africano estão longe de chegar ao fim. Depois de gastar 43 bilhões de rands (ou 5 bilhões de dólares) com o evento, o gerenciamento Jacob Zuma agora nega-se a desembolsar meros 700 milhões de dólares para reajustar os salários de mais de um milhão de trabalhadores, em um país onde 40% da população vive com menos de 2 dólares por dia.

Revoltados com a negativa de Zuma e com a flagelante situação de miséria do povo no país, milhares de funcionários públicos cruzaram os braços. Nas áreas de saúde, educação e previdência, aproximadamente 1,3 milhão de sul-africanos entraram em greve e foram às ruas de Johanesburgo para protestar. Irredutível, Jacob Zuma reafirmou sua posição de não atender às reivindicações dos trabalhadores e colocou centenas de soldados da tropa de choque em alerta nas ruas da capital para reprimir qualquer tipo de manifestação.

Os grevistas não se intimidaram e foram às ruas no dia 19 de agosto em um combativo protesto que parou Johanesburgo. As tropas da repressão tentaram dispersar os manifestantes com bombas de gás lacrimogêneo, tiros de bala de borracha e canhões de água, o que não foi suficiente para conter a fúria de mais de 50 mil sul-africanos, a maioria deles vestida de vermelho. Em resposta, os manifestantes partiram para cima de um grupo de vinte policiais, que recuou sob uma chuva de pedras, paus e garrafas. Na ocasião, vários carros de polícia ficaram destruídos.

Os trabalhadores exigem 8,6% de aumento para todos os funcionários públicos e um subsídio de alojamento de 138 dólares mensais e dizem que só voltarão ao trabalho quando Jacob Zuma rever sua posição, caso contrário, a greve continuará por tempo indeterminado.

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