E nada muda

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Brasília – Os acontecimentos na Bolívia resultando na queda do presidente Sánchez de Lozada, deixam bem claro o papel dos EUA. Eles tomam todos os bens e massacram as populações dos países que se atrevem a resistir. Aliás, é bom que se tome conhecimento, Lozada se encontra em solo norte-americano, desfrutando de régia aposentadoria.

Os bolivianos não têm mais nada de seu. Até a Petrobrás de lá foi entregue a grupos estrangeiros, na chamada globalização. Foi doada no primeiro mandato de Lozada (1993-97). O mesmo comportamento do presidente brasileiro FHC (1995-2003), quando entregou a Companhia Vale do Rio Doce, o Sistema Telebrás, as distribuidoras de energia e outras estatais, desnacionalizando a economia brasileira em cerca de 78%.

Cardoso chamava os aposentados de “vagabundos”, mas vivia de espinha curva para a Inglaterra e os EUA. Foi julgado simbolicamente pelo Tribunal Internacional dos Crimes do Latifúndio, em Belém (PA), nos dias 29 e 30 de novembro, responsabilizado pela omissão nos assassinatos e tentativas de homicídio ocorridas no campo. Deveria ser julgado pela nossa miséria, e entre outras coisas, por ter entregado quase todo o patrimônio nacional.

Na Bolívia, os EUA coordenaram todo o sistema de repressão. Nos dias de tumulto, aviões norte-americanos chegaram à capital, La Paz, carregados com moderno armamento antimotim para conter o povo vítima da miséria gerada na doação de suas riquezas. E aí está uma das principais razões da campanha pelo desarmamento que ora se faz no Brasil.

As “autoridades” sabem que bandidos e marginais não compram armas em lojas credenciadas. Mas têm consciência, também, de que mais cedo ou mais tarde irá acontecer uma grande revolta no nosso país, como na Bolívia, contra o roubo e crimes de lesa-pátria que diariamente se efetua nos altos escalões administrativos. Daí, a manipulação dos movimentos, essa ansiedade em ver toda a população sem nenhuma arma.

Pois quando começar tal revolta nacional, contra a ladroeira, ficará mais fácil para os EUA coordenarem a tentativa de massacrar o nosso povo, trazendo bombas de gás, granadas, equipamento antimotim e tudo o que for necessário para combater a população indefesa.

O império norte-americano já não engana a mais ninguém. Encontra-se dentro de um processo de brutal deterioração. Mas ainda irá fazer muito mal antes de sucumbir à ambição desvairada. O atual presidente, George Bush, é prova insofismável da decadência ianque. Iletrado, ex alcoolomaníaco (certa vez, foi preso e algemado por dirigir embriagado), possui como único argumento a força das armas.

Para manter o consumo alucinado dos compatriotas, não resta a Bush outra saída que não seja a de extorquir com manobras contábeis, colocando o FMI no governo de todas as nações que possuem reservas. Hoje, o “ato democrático” cessa a partir do instante em que se “elege” o presidente. Como aconteceu com Luiz Inácio da Silva, que continua a doar nossos bens, alimentando Tio Sam à custa das nossas necessidades.

Como afirmou o escritor português José Saramago: “Os presidentes dos países ditos de terceiro mundo são apenas comissários de uma globalização que só beneficia às nações lideradas pelos EUA.”

As “elites” detestam o povo, se submetem a todas as imposições, em troca de títulos e migalhas. FHC possui caixas e mais caixas de medalhas, comendas e diplomas que alimentam sua vaidade. Trocou espelhinhos e miçangas pelos nossos recursos. Enquanto isso, a população vegeta sem perspectiva de futuro. E Lula embarcou na mesma canoa.

Ao longo das últimas duas décadas, o jornal A Nova Democracia tem se sustentado nos leitores operários, camponeses, estudantes e na intelectualidade progressista. Assim tem mantido inalterada sua linha editorial radicalmente antagônica à imprensa reacionária e vendida aos interesses das classes dominantes e do imperialismo.
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