Editorial – A luta entre a velha e a nova democracia

Editorial – A luta entre a velha e a nova democracia

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— Senhor ministro, o mercado permanecerá nervoso por mais uma semana?
— Mais três pontos ampliam vantagens de Lula no primeiro turno.
— Acordo com FMI traz alívio para o país.
— Brasileiros compram empresas no exterior.

Política mundana à parte, a guerra está deflagrada. A ONU não deu nenhum sinal verde, mas para que serve a ONU? O porta-voz da fração mais poderosa do império ordenou o ataque contra o Iraque, mas dele se ocupará, talvez, Israel, enquanto o massacre imediato pode ser dirigido contra a Turquia, talvez o Nepal, agora com milhares de insurgentes, ou uma nova investida contra as Filipinas.

Fazendo centenas de mortos na Colômbia, os EUA aumentarão a expectativa de vida para o logro da guerra contra o narcotráfico? Um fulminante ataque às bases no Peru, pode parecer convidativo, mas para os EUA, até agora o Sendero (nome correto: Partido Comunista do Peru) é um caso nada resolvido. Também o Uruguai vem criando problemas e os camponeses do Paraguai acabarão formando alguma linha intransponível.

O imperialismo se alimenta de guerras e de fantasias. Passado o tempo da velha democracia, as ilusões do sufrágio universal, de cidadania etc., não se sustentam. O velho modo de produção entrava definitivamente o desenvolvimento das forças produtivas.

É preciso sempre novos mercados, que estão cada vez mais saturados. O imperialismo já não pode voltar atrás e novamente outra partilha do mundo é negociada entre as potências, depois, arrancadas à força, umas das outras, até que as colônias e semicolônias não possam mais ser administradas. As empresas de capital misto e privado, de importância estratégica, são violentamente arrancadas da economia nativa. É o momento da rapina, da queima dos últimos cartuchos eleitoreiros recheados de humanismo decadente e de direitos civis vazios de recursos materiais e de garantias, da apologia da violência, do artifício do "Estado paralelo", e da censura mais cruel.

Mas a tendência principal se volta para a independência nacional, dessa vez sob a única condição de emancipação das classes exploradas. A luta contra o oportunismo torna-se decisiva e também essa se reveste do caráter internacionalista.

É o que expressa o rufar dos tambores ianques, a bancarrota de sua economia, os relatos sobre desnacionalizações, a presença crescente das lutas de massas, a busca por um programa capaz de unir o povo para erguer uma nova economia, uma nova política, uma nova cultura descritas nesse número 3 de A Nova Democracia.

Ao longo das últimas duas décadas, o jornal A Nova Democracia tem se sustentado nos leitores operários, camponeses, estudantes e na intelectualidade progressista. Assim tem mantido inalterada sua linha editorial radicalmente antagônica à imprensa reacionária e vendida aos interesses das classes dominantes e do imperialismo.
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