“Faixa de Gaza indígena”

“Faixa de Gaza indígena”

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Fazendeiros do MS querem despejos em massa

Latifundiários do MS pretendem “disparar”, nos próximos dias, diversos pedidos de liminares judiciais objetivando o despejo coletivo de aldeias no estado, que hoje é chamado de “Faixa de Gaza” devido à extrema violência praticada contra as nações indígenas daquela região brasileira. A previsão é do blog O Descortinar da Amazônia.

As liminares seriam uma reação do agronegócio, que teria ficado enfurecido com uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal (publicada na rede em 20 de março), que cancelou temporariamente o despejo de um grupo de famílias guaranis-kaiowás.

Afirmou o blog: “A suspensão provisória do despejo da Terra Indígena Kurusu Ambá, cuja liminar de reintegração de posse contra o povo Guarani-Kaiowá foi derrubada pelo próprio presidente do STF, ao que tudo indica enfureceu os fazendeiros do MS e sua entidade representativa (Famasul). Segundo informações enviadas a este blog, o agronegócio deve descarregar sua fúria nas próximas horas sob forma de “disparos” de liminares com pedidos de despejos coletivos”.

E complementou: “De acordo com a fonte que será mantida sob sigilo, estão previstas, num primeiro momento, ações contra as comunidades Arroyo Korá, Gwyra Korá, Limão Verde, Sombrerito e Kurusu Ambá, envolvendo em bloco três das nove etnias (ou subgrupos) daquele estado: Guarani-Kaiowá, Guarani Nhandeva e Terena. O tratoraço marcha em cima de centenas de famílias que vivem na Faixa de Gaza Indígena sob a mão (in)visível da mídia que parece desconhecer que o agro-crime mata pela fome, tiros de armas de fogo, atropelamentos propositais, voos rasantes de aviões jogando agrotóxicos nas aldeias, espancamentos e tortura sob um tecido esgarçado e manchado com o sangue indígena. E o que é pior: acobertando a impunidade dos poderosos donos das fazendas que incidem sobre as terras indígenas”.

O ato do presidente do STF suspendeu decisão de um juiz federal de Ponta Porã (MS). Este, atendendo pedido de liminar de um latifundiário, tinha determinado aos indígenas da comunidade Kurusu Ambá II a imediata desocupação de fazenda no município de Coronel Sapucaia (MS). Ao suspender a liminar, Ricardo Lewandowski afirmou que a retirada forçada dos índios de uma terra que se encontra em processo de demarcação apresenta risco de “conflitos que poderiam representar enorme convulsão social”. Os guaranis já tinham alertado que resistiriam ao despejo, pois a área ocupada ilegalmente pela fazenda pertence a seu povo desde tempos muito antigos.

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