Centenas de pessoas protestaram em frente à sede do Ministério do Trabalho e do escritório do primeiro-ministro, Alexis Tsipras, no Centro de Atenas, no dia 5 de dezembro. Os trabalhadores gregos exigem o impedimento de um projeto de lei que limita o direito à greve. Houve intensos confrontos e vários agentes da repressão foram feridos.
O direito de greve está sendo alvo de uma proposta de lei no parlamento grego, como parte de um novo pacote de exigências impostas pela oligarquia financeira ao “governo”. Uma das formas de restringir o direito de greve seria exigir que, para se iniciar uma paralisação, seja necessário um quórum mínimo de presentes em uma assembleia. Quórum esse, claro, definido pelo parlamento.
Além dos ataques contra o direito de greve, as exigências imperialistas prevêem acelerar a privatização de empresas de energia estatal e outras medidas antipovo.
No país, o desemprego segue superior a 20% e a pobreza aumentou exponencialmente desde que o governo reacionário, à época dirigido por Károlos Papúlias, solicitou o primeiro resgate financeiro às oligarquias financeiras do FMI, Banco Mundial e Banco Central Europeu.
Os maiores sindicatos do país realizaram uma massiva greve geral dia 14/12.