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México

Levante contra extinção de empresa pública


Mais de 300 mil pessoas em protesto contra decreto do presidente no México

No domingo, dia 11 de outubro, a gerência mexicana colocou 44 mil trabalhadores no olho da rua com uma canetada só. Atendendo às demandas do capital privado, o presidente Felipe Calderón assinou um decreto extinguindo a empresa estatal de eletricidade Luz e Força Central (LyFC), que abastecia a capital do país, Cidade do México. Agentes do velho Estado mexicano ocuparam as instalações da companhia e três dias depois começaram as demissões.

Seguindo a velha cartilha   que orienta sobre como limpar o terreno para a chegada dos monopólios, Calderón acusa os trabalhadores da LyFC de tornar a empresa ineficaz operacional e administrativamente.

Na quinta-feira, dia 15 de outubro, dezenas de milhares de pessoas marcharam pelas ruas da Cidade do México em protesto contra o decreto da gerência estatal. Aos trabalhadores demitidos se somaram milhares de outros solidários. O Estado mexicano destacou mais de dois mil policiais e dois helicópteros para provocar a massa organizada. Rapidamente a solidariedade com os trabalhadores da   LyFC se espalhou por toda a América Latina, apesar das tentativas de instrumentalização do levante por políticos oportunistas que se auto-arvoram "de esquerda".


Os lucros que Israel extrai da opressão aos palestinos

O grupo israelense Mulheres pela Paz está levando a cabo uma pesquisa sobre como as transnacionais israelenses lucram com a ocupação sionista da Palestina. Apesar do caráter pacifista desta organização, que em nada atende às verdadeiras demandas dos palestinos, o trabalho traz à tona informações importantes sobre a exploração econômica e o controle da população de Gaza e da Cisjordânia, ainda que inexplicavelmente os lucros do complexo militar industrial estejam de fora do levantamento.

Além de os colonatos judaicos em expansão constituírem uma mina de ouro para a máfia sionista da construção civil, nas zonas industriais, encravadas nos territórios ocupados, transnacionais exportam para o mundo inteiro mercadorias fabricadas por palestinos, duramente explorados pelo capital sionista, com diretos e garantias "flexibilizadas", movimentos vigiados de perto, e cerceamento da atividade sindical.

O boicote israelense ao desenvolvimento da economia palestina é igualmente benéfico às companhias sionistas, criando uma relação de criminosa dependência. Segundo informações do Workers World Newspaper, os bombardeios a Gaza do final do ano passado e início deste ano destruíram granjas, depósitos de grãos e 230 pequenas fábricas. Na época, uma ativista estadunidense observou ainda que "os israelenses que bombardearam Gaza serão os primeiros a se beneficiar financeiramente da reconstrução de Gaza. A bombardearam e agora venderão os materiais de construção para reconstruir o que foi destruído. Tal e qual o USA fez no Iraque".

Ao longo das últimas duas décadas, o jornal A Nova Democracia tem se sustentado nos leitores operários, camponeses, estudantes e na intelectualidade progressista. Assim tem mantido inalterada sua linha editorial radicalmente antagônica à imprensa reacionária e vendida aos interesses das classes dominantes e do imperialismo.
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