Notas internacionais

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Obama expulsa centenas de milhares de imigrantes

A administração Obama anunciou no último dia 6 de outubro que deportou 392 mil imigrantes de volta para seus países de origem ao longo do ano fiscal, que terminou no dia 30 de setembro. Trata-se de um recorde, mas a agência ianque de imigração e fiscalização aduaneira queria mais: a expectativa era de deportar 400 mil pessoas no período, gente explorada há anos pelos industriais do USA e que agora é usada como margem de manobra para fins eleitoreiros do partido de Obama, o Democrata.

Na conta da administração Obama, os 11 milhões de imigrantes “ilegais” que trabalham no USA é um número perfeitamente manejável à luz do desemprego galopante que castiga a economia ianque. Sendo assim, ao mesmo tempo em que expulsar um número significativo deles neste momento não mexe com o mercado negro de mão de obra barata que tanto atende à burguesia, a sanha de deportações serve ainda para angariar os votos do eleitorado de direita nas eleições parlamentares de novembro, nas quais o partido Democrata periga perder a maioria no Congresso ianque para a facção rival, o partido Republicano.

Chefes políticos acirram fascismo em meio à crise

A crise de superprodução vai esburacando as economias tanto das potências capitalistas quanto das semicolônias, ora agudizada aqui, ora abrandada ali, mas como um rastilho de pólvora entre paióis, castigando os países um a um na forma de crises de créditos, bancárias, fiscais etc.

Uma das consequências da crise é que os grupos políticos que gerenciam os Estados para a burguesia – ou aqueles que estão em busca de assumir o posto – estão apostando no discurso e nas ações de caráter claramente fascista, tanto a fim de buscar apoio político para se manterem no poder, quanto como reação violenta à pressão das ruas, em uma tendência na qual a perseguição ao povo cigano é “apenas” a ponta do iceberg.

Na França, nos últimos meses, Nicolas Sarkozy tomou medidas contra estrangeiros reivindicadas desde sempre pelos apoiantes do partido xenófobo Frente Nacional. Na Itália, o magnata Silvio Berlusconi governa lado a lado com os fascistas da Liga Norte desde março, quando essa famigerada aliança venceu as eleições regionais em uma farsa sufragista que registrou recorde de abstenções. Novos partidos de “extrema-direita”, modo como a imprensa imperialista denomina os fascistas que mostram a cara sem maiores pudores, surgem na Suécia, Holanda e Alemanha. No USA, o movimento Tea Party já surge como uma força especialmente reacionária dentro do Partido Republicano e vem servindo como pretexto para Obama agravar o caráter antipovo das suas políticas domésticas.

Mais de um bilhão de famintos no mundo

Um estudo intitulado Índice Geral de Fome, elaborado pela organização Instituto Internacional de Pesquisa de Políticas Alimentares (IFPRI, na sigla em inglês), mostrou que mais de um bilhão de pessoas passam fome em todo o mundo, metade delas crianças e, sobretudo, nas semicolônias da África Subsaariana e do sul da Ásia.

Esses dados ajudam a desmascarar a empulhação do desenvolvimento econômico capitalista e o caráter propagandístico das tão corneteadas “metas do milênio” da ONU, cujo objetivo de eliminar a fome e a miséria na vigência do sistema de exploração do homem pelo homem nunca foi real, e muito menos até 2015. Para decidir quem passa e quem não passa fome no mundo, o IFPRI usou o parâmetro da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Segurança Alimentar, segundo a qual uma pessoa está na condição de faminta quando consome menos de 1.800 quilocalorias por dia.

Dos 29 países pior posicionados no Índice, 21 estão na África. A situação é classificada como “extremamente alarmante” em quatro países africanos em particular: Burundi, Chade, Eritreia e República Democrática do Congo. São nações especialmente castigadas pela colonização europeia e posterior processo de transformação das colônias de fato em semicolônia geridas por capatazes locais recrutados pelas antigas metrópoles.

Ao longo das últimas duas décadas, o jornal A Nova Democracia tem se sustentado nos leitores operários, camponeses, estudantes e na intelectualidade progressista. Assim tem mantido inalterada sua linha editorial radicalmente antagônica à imprensa reacionária e vendida aos interesses das classes dominantes e do imperialismo.
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