Notícias da Guerra Popular

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Índia

Reacionário e informante é justiçado

Com informações de revolucionnaxalita.blogspot.com

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Ataque ao edifício da polícia, no distrito de Giridih, mata dois policiais

Uma unidade do Exército Guerrilheiro Popular de Libertação – EGPL, dirigido pelo Partido Comunista da Índia (Maoísta), aniquilou Sashiram Bhoi, que havia trabalhado como contratista no distrito de Nuapadae e era acusado de ser informante policial, além de ser amplamente conhecido por seus discursos e práticas direitistas.

Sashiram era filho de Ganeshram Bhoi, dirigente do partido direitista ultrarreacionário Biju Janata Dal (BJD). 

A notícia, divulgada em 13 de julho, dá conta de que cerca de 30 guerrilheiros foram até a casa de Ganeshram Bhoi em busca de seu filho, que foi capturado, submetido a julgamento popular e, em seguida, justiçado.

Policiais aniquilados pelo EGPL

Com informações de odiodeclase.blogspot.com

No dia 23 de julho, o Exército Guerrilheiro Popular de Libertação realizou duas importantes emboscadas nos distritos de Seraikela e Kharsawan, em Jharkhand, onde foram aniquilados quatro agentes da Central de Reserva da Polícia Federal. Outro oficial e mais quatro policiais ficaram feridos. 

Um esquadrão de cem combatentes do EGPL executou as emboscadas na aldeia de Bokob, distrito de Khunti, quando as forças da reação se preparavam para uma operação contra o EGPL prevista para durar seis dias. 

Dos sete agentes da CRPF feridos, dois não chegaram com vida ao hospital. Em outra ação, o EGPL atacou um edifício da polícia aniquilando outros dois policiais no distrito de Giridih. 

Rebelião dos operários da Suzuki

No dia 19 de julho, os operários de uma fábrica da Maruti Suzuki se revoltaram após a demissão de um trabalhador que agrediu um diretor da empresa. O funcionário teria sido humilhado pelo executivo da filial da empresa que lidera as vendas de automóveis na Índia.

As instalações da fábrica, situadas na cidade de Manesar, em Haryana, sul da capital Nova Délhi, foram incendiadas pelos trabalhadores. A polícia reprimiu brutalmente o protesto. Uma pessoa teria morrido e pelo menos 85 ficaram feridas. A notícia veio a público através da emissora NDTV.

Após os confrontos, os operários tentaram trancar os chefes da empresa em uma sala. Entre os feridos, dois eram executivos japoneses. Cerca de 60 trabalhadores foram presos e estão sendo acusados de “tentativa de assassinato”.

As rebeliões operárias contra as péssimas condições de trabalho, os baixos salários e a escravidão, assim como em outras semicolônias da Ásia, vêm ocorrendo com frequência na Índia. Grande parte delas é convocada pelo Partido Comunista da Índia (Maoísta), como temos divulgado em nossas edições.

Peru

Guerra Popular se fortalece

O podre Estado peruano se vê em sérios apuros. Cresce a cada dia o número de notícias de novos ataques do Exército Guerrilheiro Popular – EGP, dirigido pelo Partido Comunista do Peru. Os enfrentamentos na selva entre guerrilheiros e militares do exército reacionário se multiplicam e o número de baixas da reação é crescente.

Recentemente, o velho Estado lançou um programa chamado “Adote um Heroi”, para dar suporte aos militares das forças armadas reacionárias feridos nos combates com os guerrilheiros. Segundo dados divulgados em infosurhoy.com, o exército reacionário peruano teve 2.189 militares feridos em enfrentamentos com o EGP nos últimos anos. Como era de se esperar, grandes empresas bancadas por grupos capitalistas estrangeiros e veículos do monopólio das comunicações são os principais financiadores de tal projeto de amparo aos assassinos do povo. Entre essas empresas figuram: Southern Perú Copper Corporation (mineração); Grupo Graña y Montero (construção); Lan Perú (companhia aérea); Grupo RPP Noticias (rádio e TV); Frecuencia Latina (emissora de TV); Grupo ATV (emissora de TV); Panamericana Televisión (emissora de TV); e Revista Caretas.

Enquanto isso, no dia 23 de julho, todos os ministros do Peru pediram renúncia ao gerente de turno Ollanta Humala. Em maio, os ministros da Defesa e do Interior do país já haviam renunciado aos seus cargos após contundentes ações do EGP na região do Vale dos Rios Apurímac e Ene (Vrae).

Turquia

Estudantes em luta contra legislação fascista

Com informações de artigo de Lindsay Oda publicado em dazibaorojo08.blogspot.com

“AhmetSaymadi entra em um café da capital da Turquia, cumprimenta alguns amigos e senta diante de um computador para trabalhar. Ao fazer uma pausa para tomar um chá, põe sobre a mesa um CD com os nomes dos 768 estudantes presos no país.

Saymadi tem trabalhado duro no último ano para completar este informe. Nesse período, o número de jovens militantes presos tem crescido sem parar”.

Ativistas dos chamados direitos humanos afirmam que as severas leis antiterroristas turcas estão sendo usadas para silenciar os estudantes que protestam contra os abusos de que é vítima a população da minoria curda.

Os estudantes Baran Nyir e Ali Denis Kilic, da Universidade Técnica de Yildiz, foram soltos no final de junho, após passarem quase dois anos e meio presos por protestarem contra a ordem do governo de proibição do Partido Nacional Curdo, em 2009, por suspeita de associação com o PKK. Nayir e Kilik são apenas dois entre centenas de estudantes que têm sido presos por atos e protestos políticos considerados “terroristas” pelo Estado.

A maioria dos estudantes presos passa muitos meses na cadeia antes de poder contatar seus advogados. Eles também sofrem sanções em suas universidades. As diretrizes da junta de Educação superior da Turquia condenam a “atividade ideológica”. Os estudantes recebem advertências e suspenções e, às vezes, correm o risco de serem expulsos.

Em todo o país, seguem as ações de solidariedade, apesar da maior parte das ditas autoridades educacionais reprovarem esses protestos. Muitos estudantes, em suas cerimônias de graduação, vestem camisetas com a frase: “Liberdade para os estudantes presos!”. Até agora a mobilização popular conquistou a libertação para 62 estudantes universitários acusados de “terrorismo”.

Ao longo das últimas duas décadas, o jornal A Nova Democracia tem se sustentado nos leitores operários, camponeses, estudantes e na intelectualidade progressista. Assim tem mantido inalterada sua linha editorial radicalmente antagônica à imprensa reacionária e vendida aos interesses das classes dominantes e do imperialismo.
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