Ocupação operária agita Chicago

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Ocupação operária agita Chicago

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Trabalhadores protestam em frente à fábrica

No último dia 8 de dezembro, cerca de 250 operários da fábrica de janelas e portas Republic Windows and Doors Factory de Chicago, ocuparam as instalações da indústria reivindicando uma série de direitos. Isso porque ao final do expediente do dia 5 de dezembro, patrões anunciaram que a fábrica encerraria suas atividades sem pagar os encargos que devem aos trabalhadores, entre eles salários atrasados, férias e renovação de uma série de gratificações, o que costumava acontecer ao fim de cada ano.

Revoltados, os operários — na sua maioria imigrantes latinos — permanecem no local. A direção da fábrica desesperada com a repercussão do caso, bem que tentou voltar atrás da decisão, mas o  Bank of América, com o qual a  Republic Windows Factory tem uma série de dívidas — totalizando cerca de 15 bilhões de dólares — pressionou a direção da indústria para que ela fosse fechada imediatamente. Sendo assim, a falência da fábrica está quase dada como certa, o que faz aumentar a cada dia o leque de apoio aos operários por parte de instituições democráticas por todo o país e pelo mundo. Sindicatos e outras organizações de imigrantes organizam protestos na porta da fábrica todos os dias.

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Protestos em frente ao Bank of América

Os operários suspeitam também que os patrões querem fechar a fábrica para reabri-la noutro local, e que máquinas, matéria prima e material de escritório foram retirados por gerentes sem terem feito registro nos estoques.

A última experiência semelhante vivida no USA foi no inicio dos anos 50, quando garçons e cozinheiros — quase todos negros — ocuparam restaurantes reivindicando direitos trabalhistas iguais aos dos brancos. O movimento foi um sucesso e todas as exigências dos imigrantes negros que trabalhavam em restaurantes foram atendidas e, além disso, expandiram-se para outras categorias.

Ao longo das últimas duas décadas, o jornal A Nova Democracia tem se sustentado nos leitores operários, camponeses, estudantes e na intelectualidade progressista. Assim tem mantido inalterada sua linha editorial radicalmente antagônica à imprensa reacionária e vendida aos interesses das classes dominantes e do imperialismo.
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