Milhares de estudantes e jovens peruanos foram às ruas da capital Lima para exigir o fim do projeto de lei que aumenta a exploração sobre os jovens, no dia 23 de fevereiro. O projeto, popularmente conhecido como “lei da escravidão juvenil”, enfrenta dura resistência e foi derrotado no parlamento. Sua proposta é que jovens com estudos técnicos trabalhem sem receber por até três anos.
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Projeto foi barrado com a mobilização estudantil, fevereiro de 2018
Mais de 500 estudantes de universidades e institutos tomaram uma praça no centro da cidade e enfrentaram as provocações da repressão. A polícia tentou expulsá-los afirmando que eles “não tinham permissão” do Ministério do Interior para realizar o protesto. Os estudantes decidiram ficar no lugar e resistiram por mais de duas horas. A polícia, mesmo lançando bombas de gás lacrimogêneo, não conseguiu retirar os jovens do local.
A congressista fujimorista autora do projeto, Rosa Bartra, chegou a chamar os jovens que resistem ao absurdo projeto de “terroristas”.
No dia 27/02, no entanto, o projeto sofreu uma importante derrota. O congresso recuou ante a fúria do movimento da juventude e passou a considerar que o projeto deve ser arquivado permanentemente.