Professores do Distrito Federal em greve

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Assembleia dos professores no DF deflagra greve por tempo indeterminado

No dia 08 de março, em assembleia com presença de mais de 12 mil professores do Distrito Federal, foi deflagrada greve por tempo indeterminado a partir do dia 12 do mesmo mês. Os professores cumpriram o que já havia sido anunciado desde novembro de 2011 caso o governo não atendesse suas reivindicações.

Em 2011, o governador Agnelo Queiroz (PT) propôs um acordo ao Sindicato dos Professores, dirigido pela CUT. Prometeu a reestruturação da carreira do magistério público, que deveria entrar em vigor já no início de 2012. Outras reivindicações são: isonomia salarial com as carreiras de nível superior (das 28 carreiras no governo do DF, os professores recebem o 23º pior salário); a convocação imediata dos concursados (quase 7 mil professores são de contrato temporário, que recebem um salário muito menor), a criação do plano de saúde e muitas outras.

Estão sendo organizados piquetes nas cidades satélites para convocar os professores que ainda estão em sala de aula.

No dia 20 de março foi organizada outra assembleia e, como a gerência distrital não atendeu às reivindicações, foi decidida a continuidade da greve e marcada outra assembleia para o dia 27 de março. Com seus 189 milhões para gastar em propaganda, o GDF está veiculando mentiras na mídia televisiva para colocar a população contra os professores, dizendo que cumpriu os acordos firmados.

Agnelo diz que não tem dinheiro, mas gasta milhões com a construção de um estádio que será pouco utilizado após a Copa, criou inúmeras secretarias, cada uma com, em média, 300 funcionários, e renovou a frota de carrões para os altos escalões, o que revoltou ainda mais os trabalhadores mobilizados.

Como a mentira não pega, o governo usa uma meia verdade, dizendo que os professores do DF ganham o melhor salário do Brasil, mas se “esquecendo” de que o custo de vida no DF também é o mais elevado.

A adesão ao movimento é muito grande, com participação nos atos, bandeiraços e piquetes, apesar de a imprensa insistir que poucos professores pararam.

Muitos professores já estão questionando e exigindo mais  atitude do sindicato em relação a práticas que “batem” de frente com o governador. A única ação do sindicato é dizer que Agnelo não cumpriu o que prometeu, mas não denuncia irregularidades e não segue a sua agenda (estando onde ele estiver) para pressioná-lo. Ou seja, como são farinha do mesmo saco, percebe-se uma preocupação em não atacar a imagem do governador petista, pois assim estariam dando um tiro no próprio pé.

GO: greve dos professores dura 51 dias

Em 26 de março, a greve dos professores da rede estadual de Goiás completou 50 dias. Durante todas essas semanas de paralisação, a categoria enfrentou as provocações do gerenciamento Marconi Perillo (PSDB) que, diante da mobilização dos profissionais da educação, teve que voltar atrás quanto ao corte de pontos no salário.

A categoria exige, além de melhores condições de trabalho, a incorporação da gratificação por titularidade ao piso salarial, que foi retirada pelo gerenciamento estadual. Também protestam contra o novo Plano de Cargos e Salários definido pela Secretaria Estadual de Educação. Os profissionais lutam por um reajuste de 30% para professores que trabalham 30 horas por semana.

Após uma assembléia realizada no dia 14 de março, os professores fizeram uma passeata e bloquearam o trânsito da rodovia BR-153 durante 1 hora.

No dia 15, Dilma Roussef esteve na cidade de Goianira em encontro com Marconi Perillo. Os professores, com faixas e cartazes, os aguardavam cantando a palavra de ordem: “Marconi, bicheiro, devolve meu dinheiro!”

Nesse mesmo dia, manifestantes do Comando de Luta da Rede Municipal de Goiânia e o movimento Mobilização dos Professores de Goiás ocuparam a sede do Jornal Diário da Manhã exigindo uma retratação por parte do jornal que, segundo os professores, sempre criminaliza as manifestações populares e as greves.

Após 51 dias de paralisação, na manhã 27 de março, no Jóquei Clube de Goiás, os professores decidiram suspender a greve provisoriamente até 20 de abril. A decisão foi tomada após reunião entre a diretoria do Sintego (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Goiás) e o governador Marconi Perillo. Essa foi a primeira vez que o governador recebeu os representantes da categoria. 

RO: CUT e governo contra professores

Os professores da rede estadual de Rondônia deflagraram greve no final do mês de fevereiro exigindo o cumprimento do piso salarial nacional entre outras demandas. Durante mais de um mês os trabalhadores em educação do estado realizaram uma série de protestos.

Ao longo de toda a greve os professores enfrentaram a intransigência do gerenciamento Confúcio Moura (PMDB), que se recusou em cumprir as reivindicações da categoria. Além do mais, o setor mais combativo dos grevistas denunciou manobras da direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia – Sintero / CUT, para acabar com a greve.

A greve, que contava com forte adesão, foi sendo minada em assembleias locais. A direção do Sintero percorreu base por base regional do sindicato para que a greve fosse encerrada.

Em nota publicada em 16 de março, a regional da Zona da Mata do sindicato denunciou como a direção do Sintero conduziu a deliberações da “forma como se deu a condução da deliberação, que ocorreu de forma tumultuada, confusa e atropelada” para encerrar a greve.

 “Considerando que a vitória da classe trabalhadora será fruto da luta da própria classe trabalhadora, saudamos a todos os demais colegas de todas as regionais que não têm medo de seguir em frente na luta em defesa de uma Educação Pública de Qualidade e que infelizmente foram forçados a encerrar a greve. Em especial aos colegas das Regionais: Estanho, Café, Centro I, Centro II, Rio Machado e do município de Vilhena, que conjuntamente conosco mantiveram-se firmes e unidos. Que as demais regionais sigam o exemplo de resistência. Esta é apenas uma batalha de muitas outras que virão! Resistir, Lutar e se organizar!” – assim encerrou a nota a regional da Zona da Mata do Sintero.

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