Prossegue a luta contra o aumento das passagens

Prossegue a luta contra o aumento das passagens

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Manifestantes contra o aumento das passagens em diversas regiões do país convocaram um dia nacional de mobilizações para 9 de fevereiro. Atendendo ao chamado, comitês de luta do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória, Guarulhos, Recife, Florianópolis, Teresina e Joinville realizaram combativas manifestações.

Em Vitória, manifestantes ocuparam a sede do Sindicato das Empresas de Transportes e Passageiros do Espírito Santo (Setpes-ES). A PM foi acionada e formou uma barreira na entrada do edifício. A ocupação durou cerca de 10 horas. Dois estudantes foram presos.

Em Belo Horizonte – MG, o Comando de Lutas pelo Direito ao Transporte, com megafones e faixas, realizou um ato na Praça Sete, no Centro da cidade. Nas outras cidades, também ocorreram combativas passeatas, ‘catracaços’, panfletagens, etc.

RJ: mês de carnaval, mês de luta


Ocupação da Secretaria de Transportes – RJ

Durante o mês de fevereiro, o Comitê de Luta Contra o Aumento das Passagens do Rio de Janeiro continuou a realizar suas atividades.

No dia 9, como parte do ato nacional de luta contra o aumento, manifestantes do comitê ocuparam a Secretaria de Transportes, em Botafogo, na zona Sul da cidade. A PM invadiu o prédio pelos fundos jogando sprayde pimenta. Os manifestantes não recuaram e permaneceram na frente da Secretaria denunciando a repressão policial.

No dia 14, uma panfletagem foi feita na Central do Brasil em apoio à revolta dos passageiros dos trens da Supervia que ocorreu na manhã do dia 9. Integrantes do comitê denunciaram que a Guarda Municipal tentou impedir a panfletagem.

Também foi organizado um bloco carnavalesco, o Pula Roleta, que saiu, por duas vezes, pelas ruas da Lapa, região central do Rio, com samba e bateria próprios, denunciando o aumento para a população durante as festas de carnaval.

Contra o aumento das barcas

No dia 1º de março, duas manifestações foram realizadas em frente às estações das barcas Rio-Niterói, contra o aumento de R$ 2,80 para R$ 4,50 no valor da tarifa do transporte. Centenas de pessoas compareceram às manifestações, que foram convocadas por diversas organizações.

A primeira, realizada pela manhã, aconteceu na Praça Araribóia, no Centro de Niterói. A segunda, no fim da tarde, ocorreu na Praça XV, Centro do Rio. Um forte aparato policial, contando com a presença da tropa de choque e de agentes do Serviço Reservado (P-2) , foi enviado.

Nos dias que antecederam as manifestações, a Barcas S.A. e a polícia fizeram mapeamento no intuito de identificar os organizadores dos atos.

O professor da rede estadual Henrique, que havia participado das manifestações anteriores contra o abusivo aumento da passagem e que em uma ocasião chegou a ser agredido pelos seguranças da Barcas S.A, recebeu uma intimação acusado de “incitação ao crime” e “apologia ao crime”.

Algumas pessoas que ajudaram a divulgar as manifestações em redes sociais na internet, como o Facebook, foram chamadas pela polícia para prestar esclarecimentos.

Os manifestantes afirmam que devido às manifestações, a Barcas S.A adiou o aumento da passagem, que seria em 1º de março, para o dia 3.

Porto Alegre: manifestantes enfrentam a Brigada Militar

Em uma manifestação contra o aumento da passagem de ônibus realizado na noite de 27 de fevereiro, manifestantes entraram em confronto com o choque da Brigada Militar, no centro de Porto Alegre. Na capital gaúcha a tarifa subiu de R$ 2,70 para R$ 2,85, um reajuste de 5,56%.

O ato teve início próximo ao Colégio Júlio de Castilhos, no bairro Santana, de onde os manifestantes saíram em passeata em direção à prefeitura de Porto Alegre. Ao chegaram em frente ao Paço Municipal, a Brigada Militar atacou a manifestação com sprays de pimenta e cassetetes. Os manifestantes não recuaram e enfrentaram a tropa de choque.

Durante o protesto, em resposta à repressão policial, os manifestantes incendiaram dois contêineres de lixo. Imagens feitas por um canal de TV mostram um manifestante com a camisa suja de sangue amarrada na cabeça, após ser agredido pelos policiais.

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