Protestos populares pelo Brasil

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Protestos populares pelo Brasil

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GO: rebelião popular incendeia ônibus

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No último dia 21 de setembro, moradores de Jardim Primavera, em Goiânia, realizaram uma manifestação contra as péssimas condições do transporte público bloqueando a rodovia GO-070. Eles afirmam que o número de ônibus não é suficiente para efetuar o transporte de habitantes da Região Metropolitana de Goiânia para a capital e exigem que seja construído um terminal rodoviário na localidade. Durante a revolta popular, pelo menos 6 ônibus foram incendiados e, ao todo, 15 ficaram danificados.

O protesto radicalizado da população forçou a Companhia Metropolitana (CMTC) a decidir que as linhas que circulam em localidades desta região voltem temporariamente a buscar as pessoas nos bairros em horários de pico. Em reunião com representantes dos moradores, o órgão decidiu que as linhas que atendem os pontos de conexão Triunfo e Primavera vão sair e retornar do Terminal Padre Pelágio para os bairros como linhas expressas. Antes disso, os moradores eram obrigados a andar longos caminhos até os pontos de conexão na GO-070, isso sem contar com a má qualidade dos serviços.


RO: protesto contra falta de luz

Em 18 de setembro, moradores de um assentamento bloquearam a BR-364 em Porto Velho, capital de Rondônia, numa manifestação contra a falta de energia, que já durava vários dias seguidos: “Queremos luz, sem energia não vamos ficar!”.

Um vídeo divulgado pelo canal ‘TV do Povo’ mostrou o momento em que um policial militar empurrou uma mulher pelas costas de forma covarde. Os manifestantes foram retirados da rodovia com bombas de gás, spray de pimenta e cacetadas. Cinco pessoas foram presas.


SP: sem teto enfrentam a polícia

Famílias sem teto entraram em confronto com a PM na noite de 23 de setembro na região central de São Paulo. Os moradores, que ocupam um prédio que estava abandonado na Avenida Ipiranga, denunciam que o confronto teve início após a ação truculenta da polícia. Os sem teto lançaram objetos em resposta aos tiros disparados pelos PMs. Após o protesto, cerca de 40 pessoas foram encaminhadas à delegacia, mas foram liberadas após assinar um termo circunstanciado.


RJ: metalúrgicos se revoltam contra pelegos da CUT/PT

Na manhã do último dia 16 de setembro, metalúrgicos demitidos da empresa Eisa Petro-Um, estaleiro localizado na cidade de Niterói, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, realizaram uma manifestação na entrada da empresa contra o atraso do pagamento dos salários atrasados e as rescisões contratuais.

No meio do protesto, os trabalhadores se revoltaram contra alguns burocratas pelegos da CUT (central sindical patronal ligada à gerência reacionária PT/FMI) que estavam no local. A mafiosa CUT, como de costume, levou seus “seguranças” bate-paus, mas não intimidou a categoria.

Em entrevista, o operário Reginaldo Dias afirmou:

Em nenhum momento o pessoal da CUT se moveu para ajudar os trabalhadores. Então isso aí é tudo um teatro da CUT, que é ligada ao governo!

Revoltado contra as injustiças, um outro operário disse:

Se dependesse desse sindicato dos metalúrgicos, eu estaria há três anos passando fome.

Após o tumulto, a Polícia Militar reforçou a “segurança” e os trabalhadores, em sua justa revolta, bloquearam o portão. O clima era de intensa indignação, pois ali se encontravam operários que não faziam mais do que exigir seus legítimos direitos.

SP: mensagens de protesto nos muros

Na segunda quinzena de setembro, a Frente Independente Popular (FIP-SP) enviou à redação do AND fotos de pichações feitas na região central de São Paulo contra a repressão do velho Estado sobre o povo pobre nas periferias. Uma pichação na Avenida 23 de Maio dizia: ‘Basta de chacina da PM! Defenda sua quebrada!’. Ao lado, outra frase exclamava: ‘Viva a Revolução! Fora PT, PSDB, PMDB!.


PE: luta por moradia em Recife

Um protesto bloqueou o trânsito da Avenida Norte, no bairro do Rosarinho, em Recife – PE, na manhã de 23 de setembro. Cerca de 65 famílias que ocupam um terreno que pertencia ao Detran realizaram o protesto para denunciar para a população o problema da moradia na cidade. Pneus em chamas foram colocados no cruzamento das ruas Salvador de Sá e General Abreu e Lima.

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