Renda mensal de 56% dos brasileiros é menor que R$ 435

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Renda mensal de 56% dos brasileiros é menor que R$ 435

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O salário mínimo, de acordo com a Constituição em vigor no Brasil, capítulo II, dos Direitos Sociais, artigo 7º, inciso IV, é: Direito dos trabalhadores, urbanos e rurais, salário mínimo fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender às suas necessidades vitais básicas e às de sua família (4 pessoas), como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, reajustado periodicamente, de modo a preservar o poder aquisitivo, vedada sua vinculação para qualquer fim.

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O salário mínimo, de acordo com a Constituição em vigor no Brasil, capítulo II, dos Direitos Sociais, artigo 7º, inciso IV, é: Direito dos trabalhadores, urbanos e rurais, salário mínimo fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender às suas necessidades vitais básicas e às de sua família (4 pessoas), como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, reajustado periodicamente, de modo a preservar o poder aquisitivo, vedada sua vinculação para qualquer fim.

Em dezembro de 2002, na edição número 5 de AND, o salário mínimo estabelecido pelo gerenciamento de turno Cardoso era de R$ 200,00 enquanto o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – Dieese calculava que o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 1.378,19. Nesse momento, o salário mínimo recebido por um trabalhador representava apenas 14% do valor do salário necessário calculado pelo Dieese.

Já em novembro de 2010, o salário mínimo estabelecido pelo gerenciamento Luiz Inácio é de R$ 510,00, enquanto o salário mínimo calculado pelo Dieese (último dado disponível) é de R$ 2.222,99. Hoje, o salário mínimo pago ao trabalhador brasileiro corresponde a 22% do salário necessário calculado pelo Dieese. Ressalve-se que o Dieese sempre foi um órgão ligado ao PT.

Um relatório divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgado em setembro de 2010 revelou que dos 191,2 milhões de brasileiros, 56,8% possuem renda familiar menor que um salário mínimo (entre zero e R$ 465,00).

Condenados à fome

Publicamos ainda na edição de dezembro de 2002 de AND que, nos anos de 1940, quando foi estabelecido o salário mínimo, o trabalhador era capaz de adquirir os produtos da cesta básica com 40% do salário mínimo. Em 2001, para comprar os mesmos produtos, o trabalhador teria que gastar 64% do salário mínimo vigente, que era de R$ 180,00.

Em dezembro de 2010, Beatriz Torres, técnica em ciências domésticas formada pela Universidade Rural do Estado de Minas Gerais (atual Universidade Federal de Viçosa), colaboradora de AND, realizou pesquisa dos preços dos produtos que compõem a cesta básica em três supermercados do Rio de Janeiro: (Mundial – Copacabana, e Campeão – Botafogo e São Cristóvão). Os valores apurados por AND foram idênticos aos apurados pelo Dieese em novembro de 2010. O valor médio da cesta básica no Rio de Janeiro é de R$ 226,97.

Ou seja, em dezembro de 2010 o valor da cesta básica correspondia a 44,5% do salário mínimo vigente, restando R$ 283,30 para uma família de quatro pessoas arcar com os gastos de moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social.

O custo de vida não para de subir

Os índices de inflação nunca deixam de aparecer nos noticiários, mas quando surgem são maquiados, repletos de justificativas e os produtos básicos, cujo real valor só é dado pelas classes trabalhadoras, são apresentados como os grandes vilões.

Não é raro nos depararmos com manchetes como “Preço da carne é principal responsável pelo aumento da inflação”, ou quando não é a carne são os combustíveis, isso quando não são os dois juntos. O preço da carne se elevou tão bruscamente que não há como acreditar nos 26,79% de aumento no seu custo, diga-se de passagem, índice que já beiraria o absurdo tendo em vista o salário de um trabalhador. O mesmo se deu com todos os itens da cesta básica, com variações entre as regiões e períodos do ano. Com os medicamentos ocorre o mesmo. Em maio de 2010 eles já acumulavam uma alta de 3,54% e já tendiam a um aumento ainda maior, pois o governo já havia autorizado um aumento de 4,5%.

E o mesmo se dá com todos os impostos. Ainda em dezembro de 2010 foi noticiado que o peso dos impostos federais sobre a conta de energia elétrica dobrou durante os oito anos de gerenciamento Luiz Inácio. Se a cada R$ 100,00 pagos na conta de luz em 2002 quase R$ 7,00 iam para os cofres em Brasília, hoje são R$ 14,00.


Enquanto isso…

Aumento para eleitoreiros, oportunistas e vendepátrias

Hugo R C Souza

A gerente “eleita” pelo imperialismo para administrar o Brasil semicolonial em função dos interesses dos monopólios ao longo dos próximos quatro anos já assumirá o cargo de confiança reservado a ela pelos inimigos e traidores das massas com um belo aumento de nada menos do que 133,9% no salário de “presidente” da República.

No dia 15 de dezembro, o Congresso aprovou – com duas votações no mesmo dia (!), sendo que uma delas tendo durado apenas 5 minutos – reajustes nos vencimentos de deputados, senadores, ministros, vice-presidente e do chefe do executivo. Todos ganharão R$ 26,7 mil.

O aumento para deputados e senadores será de 61,8% e, para os ministros, de generosos 149,5%. Com a inflação acumulada em torno de 20% ao longo de 2007, quando houve o último reajuste para toda a corja, isto é que pode ser chamado de aumento real de salário, coisa que os trabalhadores só ouvem falar que receberam, por meio da contrapropaganda do velho Estado, com seus malabarismos e falseamentos de números, dados e estatísticas a fim de tentar provar que a vida do povo anda uma beleza.

Deputados estaduais e vereadores também terão aumentos, conforme o efeito cascata previsto em lei. Ou seja: todos os eleitoreiros, oportunistas e vendepátrias estão sendo recompensados. Mas até mesmo este deboche para com as massas proletárias, que ganham salários de fome, significa pouco sobretudo para a alta cúpula do entreguismo nacional.

Estes são recompensados de muitas maneiras, “por fora”, com possibilidades de ganhos muito maiores. Vide o mensaleiro José Dirceu, que voltou ao Palácio do Planalto pela mão de Dilma: defenestrado por Luiz Inácio no esteio de um “escândalo” de corrupção, foi logo prestar “consultoria” para as transnacionais, cujo soldo que lhe pagam por certo faz qualquer salário do Estado parecer ajuda de custo para o trabalho sujo de escancarar o Brasil para a rapina capitalista.

Ao longo das últimas duas décadas, o jornal A Nova Democracia tem se sustentado nos leitores operários, camponeses, estudantes e na intelectualidade progressista. Assim tem mantido inalterada sua linha editorial radicalmente antagônica à imprensa reacionária e vendida aos interesses das classes dominantes e do imperialismo.
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