SP: Ambulantes resistem a ataque policial

Polícia Militar promoveu violenta operação no dia 18/11
Polícia Militar promoveu violenta operação no dia 18/11

SP: Ambulantes resistem a ataque policial

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A Guarda Civil Metropolitana de João Doria/PSDB reprimiu os trabalhadores ambulantes com bombas de efeito moral e roubou suas mercadorias no centro de São Paulo, na movimentada Rua Santa Ifigênia, em 18 de novembro. Os ambulantes resistiram bravamente, confrontando os agentes de repressão de Doria, atirando caixas, cocos e erguendo barricadas com fogo. Um coco atingiu o rosto de um guarda, que já estava com a arma em punho e chegou a efetuar pelo menos dois disparos.

Polícia Militar promoveu violenta operação no dia 18/11
Polícia Militar promoveu violenta operação no dia 18/11

Dois dias depois, a Polícia Militar de Alckmin/PSDB cercou e agrediu um grupo de ambulantes com cacetetes durante uma operação de repressão ao comércio informal no entorno do Terminal Dom Pedro II, também na região central. Um dos ambulantes tentou levar embora seu carrinho de milho verde quando foi imobilizado com uma gravata e recebeu golpes de cacetete. Ele ficou imobilizado por alguns minutos e o carrinho foi apreendido. Outro trabalhador, tentando salvar as suas poucas mercadorias que sobraram, levou duas pauladas na cabeça.

No dia 21/11, depois de mais uma operação de repressão na região do Brás, comerciantes e ambulantes fizeram um protesto. A rua Barão de Ladário, na esquina com a rua Oriente, foi bloqueada.

Cresce o número de famílias despejadas

Mais de 50 famílias camponesas foram despejadas por uma operação da Polícia Militar e agentes da prefeitura no município de Areiópolis, interior de São Paulo, no dia 16 de novembro. As famílias residiam em uma propriedade conhecida como fazenda Paranhos e foram expulsas a mando do gerente municipal, Antonio Marcos dos Santos/PR.

Antonio Marcos alegou que a Prefeitura tinha como objetivo construir uma “fazenda-escola” nessa área para desenvolvimento de políticas de agricultura familiar. No entanto, o terreno, cedido ao município em 2006, ficou mais de 11 anos em total abandono.

Já em 21/11, policiais militares realizaram a reintegração de posse de um terreno no Jardim Iguatemi, na zona leste da capital. Em resposta, moradores fizeram um protesto na avenida Bento Guelfi, perto do Terminal Cidade Tiradentes.

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