SP: Operação genocida no Guarujá prossegue e expulsa moradores em meio a terrorismo de Estado

Moradores de favelas da cidade de Guarulhos têm sido obrigados a abandonarem suas casas em meio à repressão e brutalidade promovidos contra o povo pela Operação Escudo, que completou um mês no dia 28 de agosto, e deixou um rastro de pelo menos 22 pessoas assassinadas pelas Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), da Polícia Militar (PM). 
Moradores de favelas do Guarujá protestam contra Operação Escudo genocida. Foto: Diego Bertozzi/TV Tribuna
Moradores de favelas do Guarujá protestam contra Operação Escudo genocida. Foto: Diego Bertozzi/TV Tribuna

SP: Operação genocida no Guarujá prossegue e expulsa moradores em meio a terrorismo de Estado

Moradores de favelas da cidade de Guarulhos têm sido obrigados a abandonarem suas casas em meio à repressão e brutalidade promovidos contra o povo pela Operação Escudo, que completou um mês no dia 28 de agosto, e deixou um rastro de pelo menos 22 pessoas assassinadas pelas Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), da Polícia Militar (PM). 
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Moradores de favelas da cidade de Guarulhos têm sido obrigados a abandonarem suas casas em meio à repressão e brutalidade promovidos contra o povo pela Operação Escudo, que completou um mês no dia 28 de agosto, e deixou um rastro de pelo menos 22 pessoas assassinadas pelas Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), da Polícia Militar (PM). 

O morticínio foi alvo de elogios pelo governador ultrarreacionário Tarcísio de Freitas (Republicanos). A operação conta com 600 policiais atuando na periferia da baixada santista.

Nas favelas da periferia da região, são várias as denúncias de moradores e das famílias dos trabalhadores assassinados de perseguição após execuções sumárias realizadas pela PM. Eles afirmam que os policiais voltam aos locais dos assassinatos para “patrulhamentos e averiguações”, promovendo ameaças e intimidações, e fazendo com que os moradores abandonem suas casas.

Moradores da favela da ponta da praia do Perequê, em Guarujá, afirmaram ao monopólio de imprensa Folha que consideram sair da comunidade após o assassinato do encanador Willians Santana, de 36 anos, em 18/08. Segundo suas denúncias, ao menos uma testemunha foi coagida pelos militares reacionários.

Willians, inclusive, estava há duas semanas fora da comunidade após ter sido ameaçado por policiais, e só voltou à favela para trabalhar, no mesmo dia em que foi assassinado com seis tiros.

O mesmo ocorre em outras favelas do Guarujá: em Vila Baiana, um casal de amigos do ambulante Felipe Vieira Nunes, de 30 anos, assassinado pela PM com seis tiros, deixou a ilha de forma definitiva. Felipe foi, além de alvejado, torturado pelos PMs.

Na cidade de Santos, uma moradora do bairro de Jabaquara denunciou que os militares reacionários retornaram aos locais onde os moradores Layrton Oliveira e Flavio Sérgio Cabral foram assassinados, no dia 01/08. Eles entraram nas casas dos homens e intimidaram testemunhas.

Estado promove terrorismo contra o povo

A megaoperação foi deflagrada no fim de julho, como vingança após o assassinato do soldado Patrick Bastos Reis, da Rota. Ao completar 28 dias de operação, além dos 22 mortos, um total de 621 pessoas (jovens e moradores de favela) já haviam sido presas.

As últimas mortes da operação ocorreram na noite do dia 23/08: um homem de 25 anos e um jovem de 17 foram executados por PMs, apontando para a continuação do morticínio.

Tais execuções sumárias e flagrantes ataques a todos os direitos mais elementares para o povo, desde o direito à vida, presunção de inocência, ao direito de ir e vir, continuam ocorrendo a olhos nus, sob ordens do governador do estado, Tarcísio de Freitas, e leniência de todo o governo federal e o judiciário brasileiro.

O velho Estado brasileiro é, mais uma vez, culpado pela morte de dezenas de pobres em suas periferias. Perpetua-se nos bolsões de miséria no país o choque de ordem, controle e cerco permanentes, em meio à guerra civil reacionária contra o povo.

Ao longo das últimas duas décadas, o jornal A Nova Democracia tem se sustentado nos leitores operários, camponeses, estudantes e na intelectualidade progressista. Assim tem mantido inalterada sua linha editorial radicalmente antagônica à imprensa reacionária e vendida aos interesses das classes dominantes e do imperialismo.
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