UERJ em greve toma as ruas do Rio

https://anovademocracia.com.br/95/06c.jpg
https://anovademocracia.com.br/95/06c.jpg

UERJ em greve toma as ruas do Rio

Print Friendly, PDF & Email
http://jornalzo.com.br/and/wp-content/uploads/https://anovademocracia.com.br/95/06c.jpg
Estudantes da UERJ radicalizam manifestação ateando fogo em pneus na Av. Radial Oeste

Na tarde do dia 23 de agosto, estudantes, professores e funcionários da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) fizeram uma combativa manifestação no entorno do Campus no bairro do Maracanã, zona Norte da cidade. Em greve há dois meses — assim como grande parte das universidades públicas brasileiras — os maniestantes bloquearam a Avenida Radial Oeste, uma das principais da zona Norte. Durante inúmeros momentos, a Polícia Militar tentou reprimir a manifestação, mas estudantes da UERJ não se intimidaram e enfrentaram o aparato policial.

Pneus foram queimados pelos manifestantes para bloquear a rua. A todo momento, o helicóptero da PM observava o ato. Dentro da universidade, mais repressão. PMs da tropa de choque invadiram a UERJ atirando bombas contra um grupo de estudantes, professores e funcionários.

O que houve foi um ato público dos alunos e quando as pessoas vieram para o prédio conhecido como prédio dos alunos para protestar em frente a uma obra do Bradesco, a tropa de choque entrou aqui jogando bombas. Tudo com a conivência dessa reitoria, que mais uma vez, atinge a democracia dentro da universidade. É um absurdo um reitor permitir que a PM jogue bomba nos estudantes. Eu tenho 38 anos de universidade e nunca vi uma ditadura tão perversa como a do reitor Ricardo Vieiralves na UERJ — diz o coordenador do Sindicato dos trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais do Rio de Janeiro, Jorge Luís Lemos.

http://jornalzo.com.br/and/wp-content/uploads/https://anovademocracia.com.br/95/06d.jpg
Tropa de choque invade a UERJ e ataca manifestantes

Os manifestantes permaneceram durante uma hora a poucos metros da tropa de choque. Somente à noite, a polícia deixou o local sob as vaias da multidão. Em seguida, nossa equipe de reportagem conversou com funcionários, estudantes e professores revoltados com a repressão policial.

A gente fez um ato radicalizado hoje porque não dá mais para ficar naquele simbolismo, já que o governo não dialoga com os trabalhadores da UERJ e o reitor trata a universidade como se fosse o feudo dele. Prova disso foi essa cena lamentável da tropa de choque invadindo o campus jogando bomba nos estudantes, sendo que a gente não quebrou nada, não agrediu ninguém, só estavamos no nosso legítimo direito de nos manifestar — diz o estudante de geografia, Daniel Moreira.

A UERJ está em greve há 60 dias e a nossa luta defende, além dos nossos direitos, reajuste salarial, plano de carreira, condições de trabalho e estudo; defende a educação pública, o ensino superior de qualidade. Infelizmente não é esse o compromisso do governo Cabral e da reitoria a universidade, que respondem o movimento com truculência e não sentam pra negociar. Esse é o mesmo governo que quer demolir o Iaserj, um hospital central com 500 leitos, e pra isso coloca a tropa de choque lá dentro para a retirada de pacientes. É o mesmo governo que manda a tropa de choque invadir a universidade para reprimir um movimento legítimo de trabalhadores e estudantes — diz a servidora do hospital universitário Pedro Ernesto, Persiliana Rodrigues.

Essa forma truculenta de invadir um espaço universitário que tem autonomia plena é mais uma mostra do que o povo vive nesse estado sob as ordens, sob a tirania do senhor Sergio Cabral — diz o vice-presidente da regional RJ da Andes-SN, Valcir de Oliveira.

Ao longo das últimas duas décadas, o jornal A Nova Democracia tem se sustentado nos leitores operários, camponeses, estudantes e na intelectualidade progressista. Assim tem mantido inalterada sua linha editorial radicalmente antagônica à imprensa reacionária e vendida aos interesses das classes dominantes e do imperialismo.
Agora, mais do que nunca, AND precisa do seu apoio. Assine o nosso Catarse, de acordo com sua possibilidade, e receba em troca recompensas e vantagens exclusivas.

Quero apoiar mensalmente!

Temas relacionados:

Matérias recentes: