Um 1º de maio para afirmar a autoridade das massas

Um 1º de maio para afirmar a autoridade das massas

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O 1º de Maio, Dia do Internacionalismo Proletário, refletiu em 2011 o momento de ânimo revigorado dos trabalhadores de todo o mundo para a organização e execução de retumbantes ações classistas contra a exploração e opressão burguesa. Em quase todas as nações, a efervescência que vem se observando no seio da classe operária culminou no 1º de Maio com agigantados protestos por melhores condições salariais, contra o desemprego e em repúdio à depredação generalizada dos direitos trabalhistas e dos serviços públicos.

Mas o 1º de Maio de 2011 foi, sobretudo, um um dia para mostrar às classes dominantes com quem está a autoridade para determinar os rumos da história neste momento de crise geral dos monopólios. Houve retumbantes marchas proletárias do 1º de Maio no mundo todo. Nas Espanha assolada pelo maior taxa de desemprego em 30 anos, houve nada menos do que 80 marchas por todo o país. Houve violentos confrontos entre os trabalhadores e as forças de repressão na Colômbia transformada em enclave do USA. Cinquenta mil pessoas marcharam pelas ruas da capital da Coreia do Sul, Seul.

No Peru, onde transcorre uma vigorosa guerra popular, organizações denunciaram que a administração reacionária de Lima sequer ratifica o convênio da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre segurança e saúde dos trabalhadores, e lembraram que a administração antipovo de Alberto Fujimori, cuja filha ora tenta se qualificar para gerenciar o Estado peruano, foi responsável pela demissão de meio milhão de trabalhadores.

Centenas de operários estiveram reunidos em torno da estátua do revolucionário José Carlos Mariátegui, na capital do país. Enquanto o proletariado ocupava as ruas, meia dúzia de sindicalistas pelegos recebiam condecorações do “presidente” Alan Garcia por ocasião do Dia do Trabalho, lado a lado com patrões mais dados a se repetirem em demonstrações públicas de demagógica benevolência com a classe que na verdade oprimem e exploram sem misericórdia.

Imigrantes também saem às ruas

Nas Filipinas, onde o Novo Exército do Povo, dirigido pelo Partido Comunista das Filipinas também move uma exitosa guerra popular, manifestantes queimaram a imagem do gerente Benigno Aquino III. Cerca de três mil trabalhadores protestaram na capital Manila contra a carestia e os baixos salários.

A administração semicolonial das Filipinas precisou fechar a ponte que dá acesso ao palácio presidencial com arame farpado e amontoando ali soldados com armas pesadas. A exemplo do que aconteceu no Peru, líderes trabalhistas de fachada, verdadeiros colaboradores dos inimigos do povo, reuniram-se com Aquino no 1º de maio, estes para tomar café da manhã.

Na Turquia, onde também se desenvolve uma guerra popular, nada menos do que 200 mil pessoas concentraram-se na praça Taksim, em Istambul, na maior manifestação do 1º de maio desde 1977. Na Alemanha, houve justos ataques a bancos e lojas de luxo. A administração de Angela Merkel colocou seis mil soldados nas ruas para “monitorar os protestos” e vários trabalhadores foram detidos “para identificação”.

Em Portugal e na Grécia, países ora sob a intervenção do FMI e dos grandes bancos da Europa do capital, milhares de trabalhadores manifestaram-se nas ruas das capitais Lisboa e Atenas contra as draconianas políticas de austeridade que tentam lhes impor.

Em toda a Europa, milhares de imigrantes participaram das marchas do 1º de maio em várias cidades do continente, manifestando-se pelo direito à legalização, no mesmo dia em que o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, atendendo às requisições xenófobas de governos com propensão ao fascismo, anunciou um projeto lei para restaurar o controle das fronteiras entre os países da União Europeia, o que não acontece desde 1985, e um dia depois de a polícia francesa prender dezenas de imigrantes tunisianos recém-chegados ao país.

Os imigrantes saíram às ruas no 1º de Maio também no USA. Pelo sexto ano consecutivo houve protestos em massa de imigrantes pelo fim das deportações na cidade de Los Angeles.

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