México: Povo Triquis comemora dois anos de resistência e ocupação

México: Povo Triquis comemora dois anos de resistência e ocupação

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Os Triquis despejados de San Miguel Copala comemoram os dois anos de sua resistente ocupação

O povo indígena Triquis, organizado pelos revolucionários da Corrente do Povo – Sol Vermelho (Sol Rojo), emitiu, no dia 24 do último mês de agosto, uma nota comemorando os dois anos de ocupação da praça do Palácio do Governo em Zócalo, no estado de Oaxaca. Apesar de toda dificuldade, perseguição e repressão que o povo encontra estando deslocado de sua terra originária, os Triquis resistem através da ocupação no coração da cidade, como forma de protesto ao descaso do velho Estado com seu povo.

Desde 2010, mais de 150 famílias Triquis se encontram sem terra e sem moradia, tendo sido violentamente expulsas de sua comunidade de San Miguel Copala, em Oaxaca, por grupos paramilitares. Sua luta continua, desde então, contra o assassinato de seu povo, assim como o desaparecimento de seus companheiros em emboscadas e do padecimento de muitos devido às péssimas condições de vida após o deslocamento. Hoje, os povos ocupam pelo segundo ano a praça da cidade, Zócalo, como forma de protesto contra o descaso governamental.

O monopólio de imprensa de Oaxaca, por sua vez, diz que o povo Triquis “converteu sua condição de despejados em uma mina de ouro”, dando a entender que eles se beneficiariam por ganhar algumas migalhas do velho Estado mexicano como assistencialismo para a compra de comida e material de artesanato.

O povo originário diz, em contrapartida, que a sua ocupação continuará enquanto for necessário no objetivo de conquistar a terra que lhes é negada, e que estão convencidos de que só com a Revolução Agrária e Anti-imperialista os povos oprimidos e os camponeses pobres poderão acabar com a odiosa feudalidade que pesa sobre suas costas. “Viva a Revolução Agrária, morte ao latifúndio!”, declaram.

Viúvas Triquis levantam cartaz declarando greve de fome pelo seu reconhecimento como deslocadas internas (refugiados que não cruzam a fronteira), devido ao brutal assassinato de seus maridos e seu povo, em 2010

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