MG: Em meio à greve nacional dos servidores, estudantes, servidores e professores aprovam paralisação na Unimontes

Mobilização de professores, servidores e estudantes na Unimontes se soma ao movimento grevista por todo país em defesa de direitos.

MG: Em meio à greve nacional dos servidores, estudantes, servidores e professores aprovam paralisação na Unimontes

Mobilização de professores, servidores e estudantes na Unimontes se soma ao movimento grevista por todo país em defesa de direitos.
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No dia 6 de maio, estudantes, servidores e professores da Universidade de Montes Claros (Unimontes) se reuniram em assembleia geral dos três setores para discutir a situação orçamentária da universidade e a paralisação estadual do dia 8 de maio. A assembleia contou com a participação de 100 pessoas e, além de expor as péssimas condições de estudo e trabalho na universidade, aprovou a participação dos três setores na paralisação estadual e a ida à assembleia estadual do dia 8 de maio em Belo Horizonte.

Na assembleia, os estudantes relataram as dificuldades para conseguir as bolsas de assistência estudantil. Há mais de 500 estudantes numa chamada “lista de espera” que nada mais é do que uma lista de estudantes que não terá direito a ela mesmo constando nos critérios do edital. Menos de 60% dos inscritos estão recebendo e com bastante instabilidade, já que não tem data certa para recebê-la, variando do primeiro dia do mês ao último. Ainda assim, o reitor Wagner de Paulo Santiago segue abrindo mais cursos na universidade, mas sem garantir as condições para que os estudantes permaneçam. Em reunião com seu representante, os estudantes relataram que ele gargalhou quando afirmaram a necessidade da moradia estudantil, numa demonstração clara de que não está nem aí para os direitos dos estudantes.

A situação já não era boa nos anos anteriores, mas para 2024, o governo Zema/Novo realizou um corte de 30% no orçamento para a educação e o impacto na Unimontes é visível. O professor Ildenilson Barbosa, presidente da Adunimontes, denunciou as más condições de trabalho vividas pelos professores, especialmente quanto as rotinas exaustivas de trabalho, com alguns chegando a 16 horas por dia ou a 60 horas por semana. O adoecimento tem sido uma constante, com professores pedindo licença ou trabalhando em condições psicológicas ou psiquiátricas insustentáveis. O aumento salarial foi de somente 3,62%, número abaixo da inflação.

No Hospital Universitário a situação se agrava, com os servidores denunciando um déficit de 750 funcionários. O representante do Sind-saúde relatou que a lista de espera de concursados é enorme e isso se reflete nas péssimas condições de atendimento do Hospital, com super-lotação e pessoas sendo atendidas nos corredores. O que deveria ser um hospital escola, acaba virando um hospital de guerra, deixando de cumprir o propósito acadêmico esperado pelos estudantes que fazem estágio ou residência. Quanto à própria Unimontes, quase todo o trabalho administrativo é feito por estagiários, que custam menos à universidade do que garantir todos os direitos a um servidor. Diversos alunos são vistos trabalhando em todos os setores em áreas que não tem relação alguma com o curso que estão fazendo, enquanto há centenas de pessoas aguardando convocação para trabalhar. Por detrás do incentivo à profissionalização, está a política de “recuperação fiscal” do governo Zema/Novo, que não contrata funcionários, tudo para adequar-se à agenda de cortes no funcionalismo público.

Nos informes, um representante do Comitê de Apoio ao Acampamento Mãe Bernadete saudou a assembleia e denunciou os ataques que as famílias do Acampamento vem sofrendo no último mês, como resposta do latifúndio à realização do Corte Popular que dividiu as terras da Fazenda Lagoa dos Portácios para mais de 70 famílias. Foram barracos queimados, ameaças de morte, pertences roubados e destruídos pelo gerente Lineu e seus pistoleiros da Faroeste Segurança Patrimonial Ltda. Foi relatado que os camponeses venceram esses ataques, mas os prejuízos financeiros foram grandes, o que exige o apoio de todo o campo democrático a essa importante luta pela terra em nosso país, com a divulgação por todos dessa batalha e o apoio com doações para a recuperação da situação econômica das famílias.

O Comitê de Apoio ao Jornal A Nova Democracia esteve com uma banquinha durante toda a assembleia e realizou a venda de 19 unidades da Edição 255 de AND, contando com amplo apoio e doações dos estudantes e professores que participaram.

Ao longo das últimas duas décadas, o jornal A Nova Democracia tem se sustentado nos leitores operários, camponeses, estudantes e na intelectualidade progressista. Assim tem mantido inalterada sua linha editorial radicalmente antagônica à imprensa reacionária e vendida aos interesses das classes dominantes e do imperialismo.
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