Monopólio de imprensa Band RS retira do ar programa de rádio “Hora Israelita” após comentarista pregar extermínio do povo palestino por Israel

A narrativa sionista da comentarista Deborah Srour e sua pregação de extermínio do povo palestino suscitou o cancelamento do semanal “Hora Israelita” da grade de programas da rádio do monopólio de imprensa Bandeirantes Porto Alegre.

Monopólio de imprensa Band RS retira do ar programa de rádio “Hora Israelita” após comentarista pregar extermínio do povo palestino por Israel

A narrativa sionista da comentarista Deborah Srour e sua pregação de extermínio do povo palestino suscitou o cancelamento do semanal “Hora Israelita” da grade de programas da rádio do monopólio de imprensa Bandeirantes Porto Alegre.
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A narrativa sionista da comentarista Deborah Srour e sua pregação de extermínio do povo palestino suscitou o cancelamento do semanal “Hora Israelita” da grade de programas da rádio do monopólio de imprensa Bandeirantes Porto Alegre. O programa era transmitido aos domingos e saiu do ar depois de 77 anos na emissora. 

Nas edições de 15 e 22 de outubro, a comentarista Deborah Srour emitiu comentários a respeito do que os monopólios de imprensa convencionaram chamar de conflito Israel-Palestina, mas que a realidade histórica demonstra ser um genocídio perpetrado pelo Estado colonial de Israel contra a resistência imensa do povo palestino – o que se reflete nas falas atrozes da colunista da emissora, que diz que ser sionista é digno de “uma medalha de honra”, em vídeo postado na plataforma Facebook, no qual reafirma sua defesa do extermínio dos palestinos como “opinião pessoal”. 

No programa que foi ao ar no dia 15 de outubro, a comentarista sionista disse que os palestinos são “animais” e que o Exército de Israel deveria, portanto, ser “mortífero” e tratá- los como tal: “Se eles se comportam como animais, então Israel tem de lidar com eles como animais”, afirmou. A denúncia foi feita pelo portal Matinal Jornalismo, que evidenciou que àquela altura nem a emissora do monopólio Band RS havia tomado medidas cabíveis, como a exclusão da comentarista da grade ou a suspensão do programa, nem a Federação Israelita do Rio Grande do Sul, que patrocina o programa, havia se manifestado em repúdio às falas de Deborah Srour, limitando-se apenas a dizer que não respondia pelo conteúdo do programa. 

Na edição subsequente, no dia 22 de outubro, a comentarista Deborah Srour voltou a proferir, desta feita em Jerusalém, barbáries racistas e pregação de extermínio contra a população da Palestina, reforçando violentamente que “não há civis inocentes em Gaza” e que “Israel deveria exterminá-los”. 

O racismo aberto e escancarado nos comentários da colunista sionista demonstram o conteúdo reacionário da narrativa dominante da grande imprensa monopolista burguesa, como a sucursal gaúcha da Bandeirantes. Como há muito denuncia AND, todo o monopólio da imprensa burguesa partilha dos valores reacionários dos quais o sionismo se serve. Desde quando trata dos fatos ocorridos em Gaza como o combate do Exército de Israel contra “terroristas” até sua cobertura acalorada e sentimental das vítimas israelenses, mas pouca ou nenhuma letra sobre as centenas de milhares de vítimas palestinas, crianças, mulheres e idosos, que contabilizam a grande maioria dos vitimados pelo genocídio secular instaurado por Israel, que conta com amplo apoio do imperialismo ianque.

A pressão popular motivou o cancelamento do programa “Hora Israelita” pelo monopólio Band RS, que rompeu o contrato no último sábado, 28/10, em reunião com a equipe do programa. Em nota, a equipe do “Hora Israelita” condenou a rescisão contratual e referiu-se com louvores aos ouvintes, adeptos e políticos apoiadores do programa reacionário, dentre eles o prefeito fascista de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB). Também em nota, a Federação Israelita do Rio Grande do Sul considerou uma “censura coletiva” e “equivocada” a decisão do monopólio de imprensa Bandeirantes RS, mas nada disse das declarações recheadas de conteúdo brutal e reacionário do sionismo de Srour, considerando-as apenas como meras “opiniões individuais”.

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