MS: Indígenas defendem territórios em meio à pandemia

MS: Indígenas defendem territórios em meio à pandemia

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 Indígenas fazem barreira Sanitária na entrada da aldeia Te’yikue. Foto: Banco de Dados AND

Lideranças, professores e lutadores das etnias Guarani Kaiowá, da aldeia Te’yikue, Caarapó (MS), fecharam as entradas do território indígena, com barreiras sanitárias para proteção contra o Covid-19. Com cordas, cones, faixa e material para higienização os guarani kaiowá organizaram a contenção da entrada dos não-indígenas e higienização dos indígenas que vão para a cidade e retornam para a aldeia. Exigindo: Respeite o isolamento da comunidade Guarani Kaiowá contra o coronavírus, os indígenas coordenam medidas protetivas para garantir o isolamento e a saúde dos moradores da aldeia Te’yikue.

Como tem sido destacado pelo AND, somente o povo pode conjurar o coronavírus. No meio desta crise sanitária o velho Estado deixa as massas desprotegidas, sem nenhum tipo de tratamento, enquanto enriquece os banqueiros e aprovam reformas antipovo. Assim como nas periferias das grandes cidades, as aldeias indígenas sofrem historicamente com a falta de condições mínimas de vida, além da repressão sistemática das forças policiais e paramilitares.

Em Dourados (MS), o descaso com a saúde dos indígenas levou à contaminação de mais de 30 moradores das aldeias Bororo e Jaguapiru. Em nota, o Conselho Indigenista Missionário denuncia e responsabiliza os órgãos de saúde por mais esta tragédia anunciada contra os Guarani Kaiowá na Nota do Cimi Regional Mato Grosso do Sul sobre a pandemia de covid-19 entre os Kaiowá e Guarani.

Seguindo o exemplo de outras etnias, camponeses e trabalhadores da cidade, que tem se organizado para se proteger da Covid-19 e denunciar o descaso dos governos de turno, os indígenas da aldeia Te’yikue tem se mobilizado com a certeza que só o povo pode vencer esta pandemia, e cobrará dos governantes.

Ao longo das últimas duas décadas, o jornal A Nova Democracia tem se sustentado nos leitores operários, camponeses, estudantes e na intelectualidade progressista. Assim tem mantido inalterada sua linha editorial radicalmente antagônica à imprensa reacionária e vendida aos interesses das classes dominantes e do imperialismo.
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