China revisionista avança sobre a África

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Operários africanos não se rendem

No último dia 9 de outubro a companhia de mineração Gold One anunciou a demissão de nada menos do que 1.435 operários de um total de 1.900 que trabalham na mina de Ezulwine, no oeste da cidade de Johanesburgo, capital da África do Sul. A demissão em massa foi uma retaliação a uma corajosa greve desencadeada pelos mineiros oito dias antes, em 1° de outubro. Tudo respaldado pela podre "justiça" semicolonial daquele país, que declarou o movimento grevista como "ilegal".

Em junho deste ano a Gold One já havia mandado embora metade dos operários de uma mina de ouro em Modder East, também em Johanesburgo, igualmente após os trabalhadores darem início a uma greve.

Essa companhia, a Gold One, apresentada pelo monopólio da imprensa burguesa como "grupo de mineração sul-africano", cujas ações são negociadas nas bolsas de valores da África do Sul e da Austrália, é na verdade uma grande transnacional controlada por capital chinês, nomeadamente pelo Baiyin Nonferrous Metal Group e pelo China-Africa Development Bank (Banco de Desenvolvimento China-África, em tradução livre).

Esses episódios que escancaram a opressão do capital chinês a trabalhadores mineiros pobres da África do Sul podem ser considerados "apenas" a ponta do iceberg do progressivo avanço sobre o continente africano por parte do fascista Estado chinês, com pretensões de se consolidar como potência imperialista no âmbito da geopolítica, nome dado exatamente à política do imperialismo.

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