Negro Mendes: uma viagem à África, ao Peru e ao Brasil

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A partir da esquerda: Ricardo Bartra, Edison Mego, Mónica Brun, José María Castañeda e Marcelo Bruno

A junção de peruanos, uruguaios e brasileiros para tocar os ritmos peruanos de origem africana fez nascer o Negro Mendes. Em 2012, o grupo completa dez anos e continua fazendo aquilo que faz melhor: uma música que não se enquadra em rótulos.  

O Negro Mendes é, atualmente, formado por José Maria Castañeda (voz e percussão), peruano; Mónica Brun (voz), uruguaia; Ricardo Batra (voz, violão e percussão), peruano; e Marcelo Bruno (baixo e coros), brasileiro. O grupo se formou por um encontro casual entre Edison Mego (percussão) e Ricardo Batra.

O grupo surgiu em 2002, quando eu fui fazer um trâmite no consulado peruano, e o Edison trabalhava lá. Perguntaram minha profissão e eu disse que era músico. O Edison contou que tocava cajón e perguntou se eu tocava música peruana. Nós tínhamos um amigo em comum, o Zé Maria, então foi rápido, começamos a nos juntar para fazer música, naturalmente. Durante um ano foi um trio de peruanos: eu, Edison e Zé Maria conta Ricardo Batra.

E para quem está se perguntando qual dos integrantes é o Negro Mendes, o nome é apenas uma grande brincadeira entre os integrantes e seus amigos peruanos. Segundo Ricardo, um amigo peruano que era natural de Mendes, uma pequena cidade na serra peruana, sempre que vinha ao Brasil, o presenteava com um garrafão de cachaça artesanal, feito na fazenda de sua família. E nos ensaios, ao invés de pedir cachaça, diziam "chame o Mendes", como se fosse uma pessoa. Então, criaram esse personagem e quando foi preciso dar um nome ao grupo, Negro Mendes surgiu como a opção mais natural.

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