Policiais federais invadem aldeia e assassinam indígena

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Federais invadem aldeia a procura de garimpos ilegais

No dia 7 de novembro ocorreu um confronto entre policiais federais e indígenas da nação Mundurukú, em Alta Floresta - MT, a 800 quilômetros de Cuiabá.
O enfrentamento ocorreu quando os policiais invadiram a aldeia em uma ação da "operação Eldorado", desencadeada contra garimpos ilegais de ouro. Há informações de que existem dragas para a extração do mineral nos afluentes do rio Teles Pires que cortam a aldeia e que os indígenas receberiam uma parcela do ouro extraído pelos garimpos em atividade no seu território.

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Índio morto durante operação

As poucas informações veiculadas pelo monopólio das comunicações dão conta de que os indígenas resistiram à investida policial com seus arcos e flechas e foram alvos de disparos de fuzis.

Um indígena foi morto com disparos de fuzil no peito e na cabeça, dois outros foram gravemente feridos e conduzidos para um pronto-socorro em Cuiabá. Dois policiais foram levemente feridos por flechas. O indígena morto foi identificado como Adenílson Krixi Munduruku. Seu corpo ficou desaparecido durante 24 horas e foi encontrado pelos próprios Mundurukú, boiando no rio nas imediações do local do confronto.

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Cápsulas das balas disparadas durante a "Operação Eldorado" em Alta Floresta, MT
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Adonias Kaba, indígena Mundurukú e vereador no município de Jacareacanga, no Pará (divisa com Mato Grosso), fotografou o corpo de Adenilson, que aparece com um tiro na cabeça e outro próximo ao joelho. "Não tenho dúvida alguma de que foi uma execução. Eles atiraram nas pernas, para que ele não pudesse fugir, e, depois, deram um tiro na cabeça para matar", afirmou Adonias Kaba, em entrevista ao jornal Diário de Cuiabá.

Dezessete indígenas foram presos na Delegacia de Polícia Federal, em Sinop, distante 503 quilômetros de Cuiabá.

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