O país do apagão permanente

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O termo apagão passou a constar do vocabulário dos brasileiros com o significado de interrupção, falta ou crise na prestação de algum serviço público. Depois do apagão da energia elétrica, do transporte aéreo e do já anunciado apagão dos combustíveis, o povo vai elevando sua consciência de que este é o país dos apagões: apagão do transporte público, apagão da segurança, apagão da saúde, apagão da habitação, apagão do saneamento, apagão da educação e da justiça. Esta grave situação indica que tão cedo nós não teremos o apagão da luta e do protesto popular.

Foi no final do gerenciamento Cardoso que a crise no setor de fornecimento de energia elétrica obrigou o país a ficar na penumbra. Entre 2001 e 2002 o termo apagão foi pronunciado tantas vezes que ele se vulgarizou, entrando definitivamente para o vocabulário diário da população. Não por mero recurso linguístico, mas pelas interrupções, faltas e crises que a imprensa dos monopólios escandaliza para encobrir o fato de que o povo vive sob um permanente apagão.

Já no começo do dia os brasileiros se deparam com o apagão da mobilidade urbana. Ônibus, trens e metrôs superlotados e um infernal engarrafamento do trânsito que obriga os trabalhadores a gastarem de duas a três horas em suas viagens para o trabalho e outro tanto de volta para casa no final do dia.  Casa que fica cada vez mais distante diante da especulação imobiliária que torna impossível o acesso da maioria do povo a uma moradia que não seja na beira de um rio, na encosta de um morro ou para além da ‘baixa da égua’, usando uma expressão cearense que designa um lugar muito longe. Lugares que se caracterizam pela completa ausência de serviços públicos, vivendo, pois, sob permanente apagão de segurança quando a própria polícia é a primeira a causar intranquilidade na população com a política de matar pobres.

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